Uma mulher de 61 anos deu à luz como barriga solidária para que a sobrinha pudesse ser mãe, em Goiânia. O parto ocorreu nesta quarta-feira (6/11). Eleusa de Lacerda concebeu o filho de Keila Aparecida da Silva de Sá, de 43 anos, que não pode engravidar em razão de condição médica.
O bebê, chamado Isaac, nasceu com 49 centímetros e 2,2 quilos. O pediatra presente no parto informou que o recém-nascido está saudável, com ótimo índice Apgar e um choro forte ao nascer.
Útero rudimentar: barriga solidária foi solução para gravidez
Segundo o ginecologista, Keila tem um útero rudimentar, o que impossibilita a gestação, mas possui ovários saudáveis, que permitiram a produção de embriões, via fertilização com sêmem do marido, Elias de Sá, de 46 anos. Em apoio ao casal, Eleusa, que é viúva e sem filhos, aceitou ser a barriga solidária e realizar o desejo de Keila e Elias.
O casal congelou seis embriões. Eleusa então passou por exames médicos e obteve autorização do Conselho Regional de Medicina para o procedimento. Após tentativas iniciais sem sucesso, um embrião viável foi implantado, resultando na gravidez que agora permitiu a chegada de Isaac.
Após o nascimento e exames iniciais, Isaac foi entregue aos pais biológicos, Keila e Elias de Sá, para o primeiro contato. Conforme a recomendação médica, o bebê deverá evitar proximidade com Eleusa, sua tia-avó e barriga solidária, durante os três primeiros meses de vida.
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Lei garante à gestante afastamento do trabalho presencial na pandemia
A Presidência da República sancionou a Lei 14.151, que garante regime de teletrabalho às trabalhadoras gestantes durante a pandemia de covid-19. A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (13).
O texto estabelece ainda que a substituição do trabalho presencial pelo remoto, para a trabalhadora gestante, deverá ocorrer sem redução de salário.
A lei é originada do PL 3.932/2020, de autoria da deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC), em conjunto com outras deputadas. O texto foi relatado no Senado pela senadora Nilda Gondim (MDB-PB). Durante a discussão da matéria no Senado, Nilda Gondim argumentou que o avanço da pandemia no país, com ampliação considerável do número de vítimas e de ocupação de UTIs hospitalares, levou à necessidade de se pensar em uma alternativa para reduzir os riscos à gestante e ao feto.
A senadora ressaltou que atualmente o maior risco laboral para o trabalhador é a contaminação por covid-19, e o risco de complicações é ainda maior para as empregadas gestantes.
— A trabalhadora na referida condição, além de necessitar de cuidados especiais para a preservação de sua saúde, tem que adotar todas as medidas possíveis para a proteção da vida que carrega. Não pode, em um momento como o ora vivenciado no país, ficar exposta a esse terrível vírus, que pode ceifar a sua vida, a de seu filho, bem como arrasar o seu núcleo familiar — justificou Nilda.
Fonte: Agência Senado
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