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O preço das emissões de carbono na agropecuária brasileira foi estimado em US$ 11,54 por tonelada de gás carbônico equivalente (US$ 11,54/tCO2e), conforme estudo da Embrapa Territorial embasado em trabalhos científicos de diversos países.

 

A pesquisa analisou valores, métodos de cálculo e fatores que determinam o preço do carbono emitido pelo setor ao redor do mundo.

 

Para a economista Daniela Tatiane de Souza, analista da Embrapa, ter uma estimativa de valor é importante para que as empresas e instituições que queiram desenvolver programas e políticas de incentivo a práticas sustentáveis tenham preços de referência.

 

Os valores encontrados para a tonelada de CO2 equivalente variaram bastante conforme a fonte pesquisada pelo estudo da Embrapa. Assim, iam de US$ 2,60 a US$ 157,50/tCO2e.

 

Daniela explica que essa variabilidade é natural, já que os artigos analisados utilizam métodos distintos e tratam da agricultura em países com níveis de adoção de tecnologias diversos.

 

Desta forma, a revisão sistemática revelou os principais fatores que influenciam o custo das emissões de carbono na agropecuária. O principal deles é o Produto Interno Bruto (PIB) de cada país.

 

“Qualquer variação no PIB afeta o preço do carbono. Verificou-se que economias maiores tendem a ter preços de carbono mais baixos. Se aumentar o nível de CO2 na agricultura, o que vai acontecer com o preço do carbono? Em mercados voluntários ou menos regulamentados, um aumento nas emissões de CO2 pode não resultar em preços mais altos para o carbono”, detalha.

 

Além do PIB e do nível de emissões de CO2, são considerados, principalmente, a participação da agricultura na economia e o uso de fertilizantes nitrogenados.

 

Para estimar o preço do carbono para a agropecuária brasileira, a equipe da Embrapa Territorial utilizou esses fatores determinantes globais. Com dados próprios do Brasil e adotando um modelo econométrico, chegou-se ao preço de US$ 11,54/tCO2e.

 

De acordo com Daniela, o valor está próximo do que tem sido observado no mercado voluntário internacional de carbono, para a agricultura.

 

O chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, ressalta que é importante reconhecer que, em alguns casos, o aumento do nível tecnológico da produção pode elevar as emissões. “Mas, quando pensamos na sustentabilidade de forma mais ampla, isso é compensado com ganhos na produtividade e maior sequestro de carbono nos sistemas agropecuários.”

 

Por que o precificar o carbono?

 

Por ser o gás de efeito estufa (GEE) mais emitido na atmosfera desde o início da industrialização, o gás carbônico tornou-se indicador ambiental. Para efeitos comparativos e uniformização no mercado, a geração de outros GEE e agentes causadores de impacto ambiental são convertidos em toneladas de CO2 equivalente para mensuração e valoração.

 

Ao se estimar o preço do carbono de uma atividade econômica, cria-se um incentivo financeiro para se investir em tecnologias e práticas mais sustentáveis. Por exemplo, a melhoria nas práticas de adubação para diminuir o uso de nitrogênio e a emissão de óxido nitroso – outro importante GEE – para a atmosfera.

 

“Como a redução das emissões de GEE e a remoção de CO2 da atmosfera têm um custo (social, econômico e ambiental), a precificação é necessária para saber quanto se deve pagar por uma tonelada de CO2 equivalente que deixou de ser emitida ou que foi removida da atmosfera por uma atividade ou projeto”, detalha o pesquisador da Embrapa Lauro Rodrigues Nogueira Júnior.

 

Segundo ele, a precificação de carbono serve de referência para quem vai receber e para quem vai pagar por isso. “É claro que ela é só uma referência, pois quando já se tem o certificado de emissão reduzida (CER), pode-se negociar valores maiores do que quem ainda vai iniciar um projeto. Esse valor serve também para programas governamentais de redução de emissões que precisam de referências, assim como para os programas de pagamento por serviços ambientais que vêm sendo implementados no Brasil”, complementa.

 

Como o estudo foi realizado?

 

A equipe da Embrapa conduziu uma revisão sistemática de publicações científicas sobre precificação do carbono na agropecuária ao redor do mundo, a partir de fontes como Science Direct, Web of Science, Springer, Wiley Online e Google Scholar.

 

A pesquisa considerou diferentes metodologias para a precificação, incluindo custo marginal de abatimento, modelos de avaliação integrada e preço sombra. Foram selecionados 32 estudos, abarcando o período entre 2004 e 2024. O maior número de trabalhos tem origem na China, Austrália e Reino Unido.

 

Canal Rural

K2_PUBLISHED_IN Agricultura

O risco de desenvolver depressão é 20% menor para aqueles que comem pelo menos uma laranja por dia, de acordo com evidências publicadas na revista Microbiome, uma das mais renomadas do mundo científico. A pesquisa, encabeçada por pesquisadores da Universidade de Harvard, dos EUA, descobriu que uma bactéria estava por trás de tal efeito.

 

Segundo a equipe, os cítricos estimulam o desenvolvimento da Faecalibacterium prausnitzii (F. prausnitzii), um tipo de bactéria encontrada no intestino humano, para influenciar a produção dos neurotransmissores serotonina (conhecida como “neurotransmissor do humor”) e dopamina (o “hormônio do prazer”).

 

Para isso, foram estudados dados de mais de 100 mil mulheres que fazem parte do estudo contínuo Nurses’ Health Study II (NHS2), que começou em 1989. O grupo de cientistas decidiu procurar evidências de que enfermeiras que comiam muitas frutas cítricas tinham taxas mais baixas de depressão futura do que aquelas que não comiam.

 

Dessa forma, eles utilizaram resultados de sequenciamento de DNA de amostras de fezes para procurar por ligações entre a ingestão de frutas cítricas e espécies particulares de bactérias no microbioma intestinal.

 

E, então, observaram que consumir alimentos cítricos também foi associado a altos níveis de F. prausnitzii, uma bactéria que abundante na micro iota de pessoas que não estavam deprimidas. O próximo passo foi verificar se isso também seria verdade para homens.

 

A partir do Men’s Lifestyle Validation Study a equipe chegou a conclusão que níveis crescentes de F. prausnitzii estavam inversamente correlacionados com pontuações de risco de depressão.

 

“Descobrimos que comer uma laranja média por dia pode reduzir o risco de desenvolver depressão em cerca de 20%. E o efeito parece ser específico para cítricos. Quando olhamos para o consumo total de frutas ou vegetais das pessoas, ou para outras frutas individuais, como maçãs ou bananas, não vemos nenhuma relação entre ingestão e risco de depressão”, aponta um dos autores do artigo, Raaj Mehta, um dos autores do artigo, parte da Harvard Medical School e médico no Massachusetts General Hospital, em entrevista à Havard Gazette.

 

E isso se dá através da via metabólica conhecida como via do ciclo I da S-adenosil-L-metionina, a qual as bactérias usam para influenciar os níveis de dois neurotransmissores — serotonina e dopamina — produzidos por células humanas no intestino.

 

“No futuro, comer cítricos pode talvez ser parte de uma estratégia para controlar a depressão que também envolva esses fármacos mais tradicionais. Mas mais pesquisas são necessárias antes que possamos concluir isso”, conclui.

 

Mais Goiás

K2_PUBLISHED_IN Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás alerta a população para o período da realização de sua pesquisa Vigitel 2025, que é feita por meio de perguntas estruturadas por telefone. Em função disso, é importante que a população participe da entrevista para que a pesquisa tenha eficácia.

 

Parte das ligações tem recebido recusa e isso pode prejudicar no levantamento de dados das condições de saúde da população. As informações são importantes para planejar e avaliar políticas públicas de prevenção e controle de algumas doenças.

 

Vigitel é uma pesquisa nacional de Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico realizada pelo Ministério da Saúde em todas as capitais brasileiras. Apenas dois estados do Brasil realizam o Vigitel em nível regional: Goiás e São Paulo.

 

Goiás apresenta uma ferramenta adicional que é a inclusão da realização da pesquisa pelo celular, além do telefone fixo. A primeira edição da pesquisa foi realizada em 2022 e lançada em 2023. Agora, está em curso a segunda edição da pesquisa, com a realização da coleta de dados que começou na última semana de janeiro e vai até maio de 2025.

 

São entrevistadas pessoas com mais de 18 anos e residentes em Goiás. Por telefone, é possível tirar dúvidas e confirmar a veracidade da pesquisa nos números (62) 9341 7852, que também é whatsapp e no fixo (62) 3201 7884.

 

O inquérito busca identificar como a população se comporta em relação aos fatores de risco e proteção para DCNT, como tabagismo, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo de álcool, alimentação, atividade física, excesso de peso e obesidade, hipertensão arterial, diabetes e saúde mental.

 

Os resultados da pesquisa são utilizados para planejar e avaliar políticas públicas de prevenção e controle dessas doenças.

 

O objetivo da pesquisa é monitorar a magnitude Doenças e Agravos não Transmissíveis (DANT) e analisar seus determinantes sociais, econômicos, comportamentais e políticos para subsidiar políticas e estratégias de promoção da saúde.

 

Ainda, o objetivo é reduzir o nível de exposição de indivíduos e populações aos fatores de risco mais comuns para as DANT e fortalecer o sistema de saúde para o controle dos pacientes com DANT.

 

A pesquisa começou no final de janeiro, com previsão de término até maio. Nas perguntas do entrevistador, não serão solicitadas informações como dados pessoais, número de documentos ou dados bancários.

 

No entanto, caso a pessoa sinta-se insegura para responder, é possível agendar outro horário com o entrevistador e verificar se realmente o número que ligou corresponde à empresa Expertise, com sede em Belo Horizonte. É possível verificar as informações nos telefones: (31) 4501 2020 e (31) 98488 2125 ou no site da Expertise.

 

A participação na pesquisa é voluntária. A população não é obrigada a responder às perguntas e pode interromper a ligação a qualquer momento. Todas as informações coletadas na pesquisa são confidenciais e protegidas por lei. Os dados são utilizados de forma agregada, ou seja, não é possível identificar individualmente os participantes da pesquisa.

 

Para saber como os dados são divulgados, é possível acessar a pesquisa de 2023 Inquérito Telefônico de Fatores de Risco e Proteção para Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado de Goiás (Vigitel) 2023.

 

Questões

 

Entre as questões que serão perguntadas na realização da pesquisa estão:

– Características demográficas e socioeconômicas dos indivíduos;
– Idade, sexo, estado civil, etnicidade,
– Nível de escolaridade;
– Número de pessoas e cômodos no domicílio;
– Número de adultos e número de linhas telefônicas,
– Características do padrão de alimentação e de atividade física associadas à ocorrência de DANTs;
– Frequência do consumo de frutas, legumes e verduras e de alimentos fonte de gordura saturada;
– Frequência e duração da prática de exercícios físicos e do hábito de assistir televisão;
– Características individuais e hábitos: peso e altura recordados,
– Frequência do consumo de cigarros e de bebidas,
– Autoavaliação do estado de saúde do entrevistado e referência a diagnóstico médico anterior de hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado.

 

Agência Cora de Notícias

K2_PUBLISHED_IN Saúde

O observatório europeu Copernicus confirmou que 2024 será o ano mais quente já registrado, superando os índices de 2023, que anteriormente detinha o recorde.

 
 
Dados revelados indicam que as temperaturas médias globais de janeiro a novembro de 2024 ficaram 0,72°C acima da média histórica entre 1991 e 2020. O último novembro foi o segundo mais quente da história, com uma média de 14,10°C, superando níveis pré-industriais em 1,62°C, um marco crítico para o aquecimento global.
 
Os cientistas destacam que 16 dos últimos 17 meses apresentaram temperaturas globais acima de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, considerado o limite máximo para evitar as consequências mais graves das mudanças climáticas. Samantha Burgess, do Copernicus, afirmou que, embora ainda não seja uma violação definitiva do Acordo de Paris, o cenário reforça a urgência de ações climáticas globais mais ambiciosas.
 
Além das temperaturas atmosféricas, os oceanos também registraram calor recorde em novembro, com uma média de 20,58°C na superfície em regiões tropicais e temperadas. Na Antártida, o gelo marinho atingiu o menor nível já registrado para o mês, enquanto no Ártico, os valores ficaram 9% abaixo da média histórica. Os dados, somados a eventos climáticos extremos como secas severas na América do Norte e enchentes na Ásia e Austrália, refletem os impactos do aquecimento global e ressaltam a necessidade de medidas urgentes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
 
 
Olha Goiás
K2_PUBLISHED_IN Previsão

Um estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgado nesta terça (5) mostra que o consumo de bebidas alcoólicas responde por 12 mortes por hora e custa R$ 18,8 bilhões por ano ao país.

 

O levantamento, feito a pedido das organizações Vital Strategies e ACT Promoção da Saúde, usou como base estimativas de mortes atribuíveis ao álcool feitas pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e sistemas de dados públicos (leia abaixo sobre a metodologia).

 

Para o cálculo de custos, foram consideradas 104,8 mil mortes em 2019 (ou 12 por hora) causadas por doenças cardiovasculares, câncer, acidentes e violências, entre outras. Os homens foram as principais vítimas, representando 86% dos óbitos.

 

Os gastos diretos com hospitalizações e procedimentos ambulatoriais para tratar esses agravos somaram R$ 1,1 bilhão em 2019, segundo o estudo. Os homens responderam por R$ 836,3 milhões desse montante.

 

Já os custos indiretos, referentes a gastos com licença médica, aposentadoria precoce, perdas de produtividade por presenteísmo e absenteísmo e mortes prematuras atingiram R$ 17,7 bilhões.

 

Dentre os indiretos, o estudo estimou um gasto previdenciário na ordem de R$ 47,2 milhões em 2019, dos quais 78% (R$ 37 milhões) são atribuíveis aos homens.

 

Para Pedro de Paula, diretor da Vital Strategies no Brasil, conhecer os custos atrelados às consequências do consumo de álcool para a saúde e os cofres públicos é fundamental para a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.

 

No momento, o Brasil discute uma nova reforma tributária, cujo projeto está em tramitação no Senado. Entre outras propostas está a criação de um imposto seletivo para desestimular o consumo de produtos prejudiciais à saúde, como as bebidas alcoólicas.

 

De acordo com Eduardo Nilson, pesquisador da Fiocruz responsável pelo estudo, o mesmo modelo usado para estimar os custos diretos e indiretos do álcool pode ser usado para avaliar o impactos da reforma tributária nesse cenário.

 

“A gente tem um benefício de arrecadação que já está mais ou menos calculado, mas um benefício de redução de despesa mesmo, de redução de perda de produtividade, por exemplo”, explica Nilson.

 

Estudos realizados em países como Ucrânia, África do Sul, Tailândia e Finlândia, endossados pela OMS, indicam que a tributação é a ação mais efetiva para a redução do consumo de bebidas alcoólicas e, consequentemente, dos danos à saúde.

 

Antes da guerra, a Ucrânia havia reduzido em 63% o consumo de álcool em oito anos, após um aumento do preço das bebidas. Os resultados indicam que houve uma diminuição de 70 mil a 90 mil mortes anuais atribuíveis ao álcool.

 

“Está muito bem documentado. Com o aumento do preço por litro, há redução do custo social do consumo sem reduzir a arrecadação. Então, é um ganha-ganha”, afirma Pedro de Paula.

 

Pesquisa Datafolha realizada em 2023 mostra que 94% dos brasileiros apoiam o aumento de impostos para produtos nocivos à saúde, como bebidas alcoólicas, cigarros e alimentos ultraprocessados. A maioria da população (73%) também é favorável a que o valor arrecadado com a maior tributação desses produtos vá para o SUS.

 

Nesta terça-feira também é lançada a segunda fase da campanha intitulada “Quer uma dose de realidade?”, que tem por objetivo conscientizar legisladores e sociedade sobre os efeitos nocivos do álcool para a saúde e o para bem-estar social.

 

A pesquisa da Fiocruz traz um dado curioso sobre os atendimentos no SUS relacionados ao consumo de álcool. As mulheres respondem por uma fatia bem menor (20%) das internações, o que atribuído à menor prevalência de consumo (31% contra 63% dos homens) e ao autocuidado que faz com que sejam tratadas antes que as complicações ocorram.

 

Porém, em relação aos custos com atendimento ambulatorial, as mulheres respondem por 48,4% desses gastos. “É um impacto muito grande e um problema que pode ser maior no futuro, em especial, devido ao risco de câncer, em particular o de mama”, diz Nilson.

 

De acordo com a OMS, o consumo de álcool, mesmo que moderado, tornou-se um dos principais fatores de risco para o câncer de mama. Entre as mulheres europeias, o tumor já é o principal causado pelas bebidas alcoólicas, representando 66% de todos os casos de câncer atribuídos a elas.

 

A preocupação torna-se maior se considerados dados do Vigitel que mostram que a ocorrência de episódios de consumo abusivo de álcool (quatro ou mais drinques em uma mesma ocasião) quase dobrou entre as mulheres entre 2006 e 2023.

 

A mesma tendência de aumento é apontada pela PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) de 2019: 67% das meninas já tinham experimentado álcool antes dos 17 anos, contra 60% dos meninos.

 

Mais Goiás

K2_PUBLISHED_IN Brasil

Segundo um estudo recente sobre o Índice de Oportunidades da Educação Brasileira (Ioeb) de 2023, mais de seis em cada dez municípios que mais progrediram estão localizados na região Nordeste, representando 67% do total.

 

Os dados, divulgados pela organização Roda Educativa (anteriormente conhecida como Comunidade Educativa Cedac), destacam a evolução em comparação com 2019, pré-pandemia de COVID-19. As informações do Ioeb foram divulgadas pelo portalUol.

 

O estado do Ceará se destaca, com 70 municípios listados entre os 500 com os maiores avanços no Ioeb. Além disso, outros estados nordestinos também apresentaram resultados positivos, como Pernambuco, que manteve a classificação mais alta, denominada “otimizado”, no período pós-pandemia.

 

A classificação “otimizado” é atribuída a estados que oferecem mais oportunidades educacionais e experimentaram um avanço significativo em relação à série histórica. A Roda Educativa analisa dados provenientes de governos estaduais e municipais para chegar a essas conclusões. “[Os municípios] demonstram crescimento mais expressivo no quadriênio 2019-2023, acima de 4,3%”, afirma a organização.

 

Outras regiões

 

Embora o Norte seja responsável por 13% dos 500 municípios com os maiores avanços e o Centro-Oeste por 7%, alguns estados dessas regiões se destacaram, como Mato Grosso, que progrediu da categoria “atenção” para “otimizado”. A categoria “atenção” é atribuída aos casos em que houve um crescimento mínimo ou até mesmo uma regressão em comparação com o período pré-pandemia.

 

Por outro lado, o Sudeste concentra apenas 3% dos municípios com os maiores avanços, enquanto o Sul apresenta 10%. Estados como São Paulo e Minas Gerais viram suas variações em relação a 2019 serem de -2,5% e -2,6%, respectivamente.

 

Apesar desses números, as regiões Sul e Sudeste abrigam três quartos dos municípios com os maiores valores absolutos do Ioeb em 2023. “Indicando que nessas duas regiões está concentrada a grande maioria dos municípios que oferecem melhores oportunidades educacionais a suas crianças, adolescentes e jovens”, diz a Roda Educativa.

 

Ioeb nacional

 

O Ioeb nacional aumentou de 4,85 em 2019 para 5 em 2021 e para 5,1 em 2023. No entanto, a organização observou que o crescimento positivo diminuiu no período de 2019 a 2023 em comparação com 2017 a 2021.

 

O Ioeb visa ir além das notas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), considerando também informações do Censo Escolar e outros dados, como a formação dos professores.

 

“Quando você tem índices altos é mais difícil avançar [no caso de São Paulo], entretanto o Nordeste tem um avanço contínuo e evidente que mostra que a política pública é estruturada”, diz Tereza Perez, diretora executiva da Roda Educativa.

 

Sagres Online

K2_PUBLISHED_IN Estado

Um novo estudo publicado na revista "Nature Aging" revela alterações epigenéticas nas células do sistema imunológico do sangue de pacientes com Alzheimer.

 

A pesquisa, liderada por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, sugere que fatores ambientais ou comportamentais podem influenciar o risco de desenvolver a doença.

 

O Dr. Fabiano de Abreu Agrela, membro da Society for Neuroscience e indicado para membro da Sigma Xi, sociedade que conta com mais de 200 prêmios Nobel, comenta sobre as implicações do estudo:

 

"Este estudo é importante porque nos ajuda a entender melhor a relação entre o sistema imunológico e o Alzheimer", afirma o Dr. Agrela. "As alterações epigenéticas identificadas nos glóbulos brancos dos pacientes com Alzheimer podem ser um marcador da doença ou até mesmo um fator causal."

 

O que são alterações epigenéticas?

 

As alterações epigenéticas são modificações no DNA que não alteram a sequência de bases nitrogenadas. Elas podem influenciar a expressão de genes, ou seja, se um gene é ativado ou desativado.

 

Como as alterações epigenéticas podem estar relacionadas ao Alzheimer?

 

As alterações epigenéticas podem ser causadas por fatores ambientais, como a exposição a toxinas, estresse ou dieta. Estudos anteriores já haviam mostrado que esses fatores podem aumentar o risco de Alzheimer.

 

O que o estudo significa para o futuro da pesquisa do Alzheimer?

 

O estudo abre caminho para novas pesquisas sobre o papel do sistema imunológico no Alzheimer. Os cientistas agora podem investigar como as alterações epigenéticas afetam a função das células imunológicas e como elas contribuem para o desenvolvimento da doença.

 

Rádio Eldorado FM

K2_PUBLISHED_IN Saúde

Um estudo publicado recentemente pela revista científica The Lancet Regional Health – Western Pacific indica que níveis excessivamente altos do colesterol bom, o HDL, podem estar associados a maior risco de demência entre idosos.

 

Os pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, acompanharam por mais de seis anos um grupo de 18.688 participantes com 65 anos ou mais.

 

Todos foram considerados saudáveis no início do estudo, sem diagnóstico de doenças físicas ou mentais. Transcorrido o período, 850 participantes foram diagnosticados com demência (4,6%).

 

Os cientistas observaram risco 27% maior para desenvolvimento de demência cognitiva entre aqueles que no início do acompanhamento tinham o nível de HDL muito elevado. Considerando apenas os participantes mais velhos (75 anos ou mais), o risco subiu para 42% em comparação com os que tinham o colesterol em nível ideal.

 

O estudo considerou como excessivamente elevados níveis de HDL acima de 80 mg/dL. Já as taxas consideradas normais e utilizadas como referência pelos pesquisadores variaram de 40 a 60 mg/dL.

 

De acordo com a pesquisa, o aumento do risco de demência associado a níveis elevados do colesterol bom “pareceu ser independente dos fatores de risco tradicionais de demência, incluindo nível de atividade física, ingestão de álcool, educação, diabetes ou tabagismo”.

 

Para os pesquisadores, ainda faltam pesquisas que expliquem a relação entre entre o HDL alto e o risco aumentado para demência. Consideram, porém, que as evidências obtidas podem orientar estratégias para a identificação precoce dos indivíduos de alto risco para demência.

 

Estudos anteriores sugeriam que níveis moderadamente elevados do HDL estavam associados a uma melhor função cognitiva, enquanto níveis baixos estariam relacionados a um aumento da gravidade da doença de Alzheimer.

 

Demência é um termo guarda-chuva usado para agrupar um conjunto de doenças que se manifestam através da perda cognitiva, ou seja, o paciente perde habilidades que dominava, comprometendo a sua autonomia e levando à dependência de terceiros. Apesar de ser muito mais comum em idosos, pode afetar indivíduos de todas as idades.

 

Mais Goiás

K2_PUBLISHED_IN Saúde

O número de pessoas mortas pela polícia em apenas oito estados brasileiros chegou a 4.219 em 2022. Desse total, 2.700 foram considerados negros (pretos ou pardos) pelas autoridades policiais, ou seja, 65,7% do total. Se considerados apenas aqueles com cor/raça informada (3.171), a proporção de negros chega a 87,4%. 

 

Os dados são do estudoPele Alvo: a Bala não Erra o Negro, realizado pela Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), e divulgado nesta quinta-feira (16), com base em estatísticas fornecidas pelas polícias do Rio de Janeiro, de São Paulo, da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

 

Dos oito estados, apenas o Maranhão não informou a cor/raça de qualquer um dos mortos. Já nos estados do Ceará e Pará, há um grande número de mortos sem identificação de cor/raça: 69,7% e 66,2% do total, respectivamente. 

 

Os dados mostram que a polícia baiana foi a mais letal no ano passado, com 1.465 mortos (1.183 tinham cor/raça informada). Desse total, 1.121 eram negros, ou seja, 94,8% daqueles com cor/raça informada, bem acima da parcela de negros na população total do estado (80,8%), segundo a pesquisa, feita com base em dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE). 

 

Aliás, isso ocorre em todos os sete estados que informaram a cor/raça de parte das vítimas. No Pará, por exemplo, 93,9% dos mortos com cor e raça identificadas eram negros, enquanto o percentual de negros na população é de 80,5%, de acordo com o estudo. 

 

Os demais estados apresentaram as seguintes proporções de mortes de negros entre aqueles com cor/raça informada e percentuais de negros na população: Pernambuco (89,7% e 65,1%, respectivamente), Rio de Janeiro (87% e 54,4%), Piauí (88,2% e 79,3%), Ceará (80,43% e 71,7%) e São Paulo (63,9% e 40,3%). 

 

Racismo

 

“Os negros são a grande parcela dos mortos pelos policiais. Quando se comparam essas cifras com o perfil da população, vê-se que tem muito mais negros entre os mortos pela polícia do que existe na população. Esse fator é facilmente explicado pelo racismo estrutural e pela anuência que a sociedade tem em relação à violência que é praticada contra o povo negro”, diz o coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes. 

 

Nunes também destaca que há falta de preocupação em registrar a cor e raça dos mortos pela polícia em estados como Maranhão, Ceará e Pará. “A dificuldade de ser transparente com esses dados também revela outra face do racismo, que é a face de não ser tratado com a devida preocupação que deveria. Se a gente não tem dados para demonstrar o problema, a gente ‘não tem’ o problema e, se ‘não há’ problema, políticas públicas não precisam ser desenhadas.”

 

O estudo mostrou ainda que, neste ano, a Bahia ultrapassou o Rio no total de óbitos (1.465 contra 1.330). Em terceiro lugar, aparece Pernambuco, com 631 mortes. “Isso significa um cenário de degradação das forças policiais baianas e um processo de falta de políticas públicas de ação do governo estadual para lidar com essa questão, elencando-a como prioridade e estabelecendo metas e indicadores de redução dessa letalidade por parte das forças policiais”, afirma Nunes.

 

Agência Nacional / Rádio Eldorado FM

K2_PUBLISHED_IN Polícia

Em uma recente pesquisa feita pela Plataforma Científica Pasteur-USP (PCPU), com, apoio da FAPESP e que foi publicada na revista Frontiers in Medicine alertou para o risco de pacientes com Covid-19 que mesmo após o período de 14 dias continuaram testando positivo para o vírus. Os pesquisadores acompanharam 38 contaminados e constataram que, em média, levou cerca de um mês para o teste diagnóstico se tornar negativo.

 

Um dos casos, foi um homem de 38 anos que contraiu Covid-19, mas apresentou apenas sintomas leves durante 20 dias. Contudo, ao ser acompanhado pela PCPU, eles observaram que o vírus permaneceu por 232 dias no organismo do paciente e sofrendo mutações. Ou seja, se não estivesse sendo observado e mantido distanciamento social e usado máscara, poderia ter disseminado o vírus por mais de sete meses. Este foi um dos três voluntários em que o coronavírus permaneceu no organismo por mais de 70 dias.

 

“Dos 38 casos que acompanhamos, dois homens e uma mulher foram atípicos, permanecendo mais de 70 dias com o vírus detectável no organismo. Baseados nesse resultado, podemos dizer que cerca de 8% dos infectados pelo SARS-COV-2 podem apresentar capacidade de transmissão do vírus por mais de dois meses, sem necessariamente apresentar qualquer sintoma durante a fase final da infecção”, explica Marielton dos Passos Cunha, primeiro autor do estudo.

 

O estudo alerta para o curto período de tempo de isolamento recomendado pelos médicos e entidades sanitárias para pessoas diagnosticadas com Covid. “Queríamos saber se 14 dias eram realmente suficientes para que o vírus deixasse de ser detectável. Verificamos que não. Em média, pode demorar um mês para que o teste dê negativo e, em alguns casos desse estudo, a positividade se estendeu de 71 a 232 dias”, disse uma das coordenadoras da PCPU, Paola Minoprio.

 

Contudo, nesta semana, o Ministério da Saúde reduziu o tempo de isolamento para quem testou positivo para o vírus e teve sintomas de leve a moderado, de dez para sete dias. O período de quarentena pode ser reduzido para cinco dias caso o paciente esteja sem sintomas e faça um novo teste com resultado negativo.

 

*Com informações da reportagem da Agência FAPESP feita pelo repórter André Julião

K2_PUBLISHED_IN Saúde
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