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Goiás deverá ter chuvas regulares apenas a partir de novembro, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). Até lá, as chuvas no estado acontecerão de forma irregular, ou seja, não serão constantes.

 

"Temos uma previsão melhor para os dias 9, 10 e 11 de outubro, quando poderão ocorrer chuvas mais intensas em Goiás. Mas é preciso cautela, não significa que a chuva veio para ficar. Por enquanto, elas serão irregulares, sem constância observada", explicou André Amorim, gerente do Cimehgo.

 

André destacou que as temperaturas seguem elevadas em Goiás, e a umidade do ar permanece baixa durante as tardes nos próximos dias de outubro. A expectativa de chuvas constantes neste momento é baixa, segundo o gerente.

 

Amorim também destacou que, quanto maior o distanciamento temporal, maior a dificuldade de se fazer previsões precisas, o que torna impossível definir uma data exata para o início das chuvas regulares.

 

"Quanto mais nos afastamos do presente, seja em direção a novembro ou janeiro, estamos lidando com tendências, não com previsões exatas. Previsão é algo de curto prazo. Nesse caso, trabalhamos com tendências, que indicam possibilidades à medida que nos distanciamos do tempo presente", concluiu André.

 

Chuva após mais de 150 dias de estiagem

 

Após mais de 150 dias de estiagem em Goiás, a chuva chegou em alguns locais do estado no último fim de semana. Ao ir até Morrinhos, no sul goiano, a trabalho, a jornalista Stéfany Fonseca registrou um vídeo que mostra até granizo durante a chuva. Um morador também registrou chuva com granizo entre Faina e Araguapaz.

 

O gerente do Cimehgo explicou que a chuva em Goiás veio da passagem de uma frente fria que passou pela região sudeste do país.

 

G1 Goiás

K2_PUBLISHED_IN Previsão

Apesar de a chuva ter caído em diversas cidades em Goiás neste fim de semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta para altas temperaturas no estado causadas por uma onda de calor. Segundo o órgão, a previsão é de que a onda de calor dure até o final desta quarta-feira (2).

 

As temperaturas estarão 5ºC acima da média, informou o Inmet, e poderão ser registradas nas cidades localizadas nas regiões central, leste, sul e noroeste de Goiás.

 

A meteorologista do Inmet em Goiás, Elizabete Alves, explicou ao g1 que a onda de calor é causada por uma massa de ar seco que está atuando sobre Goiás, que vai persistir por essa semana e próxima semana também.

 

“Essa onda de calor pode durar até a próxima semana, teremos mudanças a partir do dia 7, 8, com aumento da nebulosidade, já favorecendo a chegada das chuvas para a próxima semana. Até lá a gente vai ficar com essas condições aí de onda de calor”, afirmou.

 

Para esta terça-feira (1), o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) aponta que os municípios de Araguapaz, Aruanã e Faina, todos na região noroeste, podem registrar temperatura máxima de 38ºC. Já para Goiânia, a previsão é que a temperatura máxima seja de 35ºC.

 

Segundo o gerente do Cimehgo, André Amorim, a frente fria trouxe chuva no final de semana, mas não houve sequência de chuva. “Apesar de chover bem em alguns locais, essa frente fria era fraca e não permanecendo, a massa de ar quente seco fica, por que não choveu em todo estado de Goiás. Como ela não perdeu tanta intensidade, essa massa de ar quente e seco volta a agir”, explicou Amorim

 

Confira abaixo a relação de municípios atingidos pela onda de calor:

 

Abadia de Goiás

Abadiânia

Acreúna

Adelândia

Água Limpa

Águas Lindas de Goiás

Alexânia

Aloândia

Americano do Brasil

Amorinópolis

Anápolis

Anhanguera

Anicuns

Aparecida de Goiânia

Aparecida do Rio Doce

Aporé

Araçu

Aragarças

Aragoiânia

Araguapaz

Arenópolis

Aruanã

Aurilândia

Avelinópolis

Baliza

Bela Vista de Goiás

Bom Jardim de Goiás

Bom Jesus de Goiás

Bonfinópolis

Brazabrantes

Britânia

Buriti Alegre

Buriti de Goiás

Cabeceiras

Cachoeira Alta

Cachoeira de Goiás

Cachoeira Dourada

Caçu

Caiapônia

Caldas Novas

Caldazinha

Campestre de Goiás

Campo Alegre de Goiás

Campo Limpo de Goiás

Carmo do Rio Verde

Castelândia

Catalão

Caturaí

Cezarina

Chapadão do Céu

Cidade Ocidental

Cocalzinho de Goiás

Córrego do Ouro

Corumbá de Goiás

Corumbaíba

Cristalina

Cristianópolis

Cromínia

Cumari

Damolândia

Davinópolis

Diorama

Doverlândia

Edealina

Edéia

Faina

Fazenda Nova

Firminópolis

Formosa

Gameleira de Goiás

Goianápolis

Goiandira

Goianésia

Goiânia

Goianira

Goiás

Goiatuba

Gouvelândia

Guapó

Guaraíta

Heitoraí

Hidrolândia

Inaciolândia

Indiara

Inhumas

Ipameri

Iporá

Israelândia

Itaberaí

Itaguari

Itaguaru

Itajá

Itapirapuã

Itapuranga

Itarumã

Itauçu

Itumbiara

Ivolândia

Jandaia

Jaraguá

Jataí

Jaupaci

Jesúpolis

Joviânia

Jussara

Lagoa Santa

Leopoldo de Bulhões

Luziânia

Mairipotaba

Marzagão

Matrinchã

Maurilândia

Mineiros

Moiporá

Montes Claros de Goiás

Montividiu

Morrinhos

Morro Agudo de Goiás

Mossâmedes

Nazário

Nerópolis

Nova Aurora

Nova Veneza

Novo Brasil

Novo Gama

Orizona

Ouro Verde de Goiás

Ouvidor

Padre Bernardo

Palestina de Goiás

Palmeiras de Goiás

Palmelo

Palminópolis

Panamá

Paranaiguara

Paraúna

Perolândia

Petrolina de Goiás

Piracanjuba

Piranhas

Pirenópolis

Pires do Rio

Planaltina

Pontalina

Porteirão

Portelândia

Professor Jamil

Quirinópolis

Rialma

Rianápolis

Rio Quente

Rio Verde

Sanclerlândia

Santa Bárbara de Goiás

Santa Cruz de Goiás

Santa Fé de Goiás

Santa Helena de Goiás

Santa Isabel

Santa Rita do Araguaia

Santa Rosa de Goiás

Santo Antônio da Barra

Santo Antônio de Goiás

Santo Antônio do Descoberto

São Francisco de Goiás

São João da Paraúna

São Luís de Montes Belos

São Miguel do Passa Quatro

São Patrício

São Simão

Senador Canedo

Serranópolis

Silvânia

Taquaral de Goiás

Terezópolis de Goiás

Três Ranchos

Trindade

Turvânia

Turvelândia

Uruana

Urutaí

Valparaíso de Goiás

Varjão

Vianópolis

Vicentinópolis

Vila Propício

 

G1 Goiás 

K2_PUBLISHED_IN Previsão

Em sua última projeção da safra 2023/2024, de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica uma produção estimada em 298,41 milhões de toneladas, uma redução de 21,4 milhões de toneladas em relação ao volume obtido no ciclo anterior.

 

A diminuição, segundo a companhia, se deve, sobretudo, à demora na regularização de chuvas no início da janela de plantio, aliada às baixas precipitações durante parte do ciclo das lavouras nos estados do Centro-Oeste, além de Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia, São Paulo e Paraná.

 

Outro fator citado pela Conab, em nota, é o excesso de precipitação registrado no Rio Grande do Sul, principalmente nas lavouras de primeira safra.

 

“Os estados paulista e paranaense, além do Mato Grosso do Sul, também apresentaram condições adversas durante o desenvolvimento das culturas de segunda safra. Ainda assim, esta é a segunda maior safra a ser colhida na série histórica”, explica a Conab.

 

A área semeada está estimada em 79,82 milhões de hectares, um acréscimo de 1,6% ou 1,27 milhão de hectares sobre 2022/2023. Já a produtividade média das lavouras registra redução de 8,2%, saindo de 4.072 quilos por hectare na temporada passada para 3.739 quilos por hectare.

 

Soja

 

Dentre as culturas afetadas pelo clima adverso, a Conab destaca a soja, cujo volume total colhido na safra 2023/2024 é estimado em 147,38 milhões de toneladas, uma redução de 7,23 milhões de toneladas em relação ao período 2022/2023.

 

“A queda observada se deve, principalmente, ao atraso do início das chuvas, às baixas precipitações e às altas temperaturas nas áreas semeadas entre setembro e novembro, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste e na região do Matopiba [Maranhão, Tocantis, Piauí, Bahia]”, informa.

 

Segundo a companhia, esse cenário causou replantios e perdas de produtividade. Apenas em Mato Grosso, principal estado produtor de soja, a produção ficou em 39,34 milhões de toneladas, uma redução de 11,9% em relação ao primeiro levantamento e de 15,7% em relação à safra passada.

 

No Rio Grande do Sul, o excesso de chuva também prejudicou a produção da oleaginosa.

 

Milho

 

Outro produto que, segundo a Conab, também sofreu consequências do clima ao longo do desenvolvimento do cultivo foi o milho. Na primeira safra, as altas temperaturas e chuvas irregulares impactaram importantes regiões produtoras, como Minas Gerais.

 

“No segundo ciclo do cereal, o clima foi mais favorável em Mato Grosso e Goiás, por exemplo. Mas em Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no Paraná, veranicos ocorridos em março e abril, aliados a altas temperaturas e ataques de pragas, comprometeram o potencial produtivo.”

 

Além do menor desempenho, a companhia identificou redução na área destinada ao cultivo do grão. “Nesse cenário de menor área e produtividade, a colheita total de milho está estimada em 115,72 milhões de toneladas nesta safra, queda de 12,3% do produzido em 2022/2023”.

 

Algodão

 

A Conab apontou ligeira queda de 1,5% na produtividade do algodão, estimada em 4.561 quilos por hectare de algodão em caroço. A área destinada para a cultura, entretanto, registrou “aumento expressivo” de 16,9%, o que reflete em uma elevação na produção de 15,1%.

 

Apenas para a pluma, a companhia estima uma colheita de 3,65 milhões de toneladas, “novo recorde para a série histórica”.

 

Arroz e feijão

 

O volume colhido para arroz e feijão também é maior nesta safra quando comparado à temporada passada. No ciclo 2023/2024, a produção estimada em 10,59 milhões de toneladas de arroz representa um crescimento de 5,5%.

 

“Essa elevação é influenciada, principalmente, pela maior área cultivada no país, uma vez que a produtividade média das lavouras foi prejudicada, reflexo das adversidades climáticas, com instabilidade durante o ciclo produtivo da cultura, em especial no Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão.”

 

No caso do feijão, a safra total estimada é de 3,25 milhões de toneladas, 7% superior à produção de 2022/23. O bom resultado é influenciado, principalmente, pelo desempenho registrado na segunda safra da leguminosa, onde foi registrado um acréscimo de 18,5% na produção, chegando a 1,5 milhão de toneladas”.

 

AGÊNCIA BRASIL

K2_PUBLISHED_IN Estado

A ministra do Meio Ambiente e das Mudanças do Clima, Marina Silva, alertou, nesta segunda-feira (24), que os incêndios atuais no Pantanal são agravados pelos extremos climáticos e também por ações criminosas. “Estamos diante de uma das piores situações já vistas no Pantanal. Toda a bacia do Paraguai está em escassez hídrica severa”, afirmou.

 

Marina Silva concedeu entrevista após segunda reunião da sala de situação de crise com outros ministros, como Simone Tebet (Planejamento) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), além de representantes da Defesa e da Justiça. A ministra explicou que, no período entre os fenômenos do El Niño e El Niña, de estiagem na região, fez com que uma “grande quantidade de matéria orgânica em ponto de combustão” esteja propiciando incêndios que são “fora da curva” em relação a tudo que se conhece.

 

Segundo ela, o Ministério do Meio Ambiente planeja, desde outubro do ano passado, ações para se antecipar às consequências do incêndio. “Pela primeira vez, houve um plano de enfrentamento a incêndio no Pantanal. Nós fazemos política pública com base em evidência. Já sabíamos que este ano seria severo”, disse Marina Silva.

 

Diante disso, ela afirmou que o ministério decretou situação de emergência em relação ao fogo e à contratação de brigadistas. Pelo (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em atuação, há 175 brigadistas, 40 do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 53 da Marinha (que são combatentes), além de bombeiros locais. “Teremos já um adicional de 50 brigadistas do Ibama e 60 que virão da Força Nacional, além da mobilização de mais brigadistas diante da necessidade”.

 

“Novo normal”

 

Marina Silva disse que a seca na região aponta para um “novo normal”, com a pior estiagem dos últimos 70 anos. “O que nós temos é um esgarçamento de um problema climático que vocês viram acontecer com chuvas no Rio Grande do Sul. Nós sabíamos que iria acontecer com seca envolvendo a Amazônia e o Pantanal. Nesse período, não há incêndio por raio. O que está acontecendo é por ação humana”, lamentou. 

 

De acordo com a ministra, mais de 80% dos incêndios estão dentro de propriedades particulares. “Nós temos uma responsabilidade sobre as unidades de conservação federal, mas nesse momento nós estamos agindo em 20 incêndios”. 

 

Simone Tebet destacou que foi importante a ação do governo de Mato Grosso do Sul de decretar a emergência ambiental. “Isso nos abre a possibilidade de criar créditos extraordinários. Não vai faltar recurso ou orçamento para resolver. Agora, não há orçamento no mundo ou no Brasil que resolva o problema de consciência da população”, afirmou. 

 

Marina Silva ainda relembrou a necessidade de aprovação pelo Congresso da Lei do Manejo Integrado do Fogo. “Infelizmente, até hoje não foi aprovado. Gostaríamos muito de que fosse aprovado nesse momento em caráter emergencial”.

 

Proibição do uso do fogo

 

Marina Silva disse que há um pacto com os governos do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, além dos governadores dos estados da Amazônia. “Os governos estaduais já decretaram a proibição definitiva do fogo [em pastagens] até o final de ano. Portanto, todos aqueles que fizerem o uso do fogo para renovação de pastagem ou para atividade qualquer que seja ela, estará cometendo um delito”, alertou.

 

A ministra associou que os municípios que mais desmataram têm sido vítimas dos incêndios, como é o caso de Corumbá (MS). “É o município que mais desmatou. Não por acaso, é onde há mais incêndio”.

 

Já a ministra Simone Tebet, do Planejamento, acrescentou que há uma atenção especial para as situações do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. “O maior foco de incêndio nesse momento é no estado de Mato Grosso do Sul, mais de 50% no município de Corumbá”. Ela salientou a colaboração dos governos dos estados de decretar a proibição do manejo controlado de fogo até o final do ano.

 

“Mesmo aqueles fogos controlados que eram permitidos no Pantanal, está terminantemente proibido por determinação dos governos estaduais”, destacou. 

 

*Este conteúdo está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). ODS 15 – Vida Terrestre

K2_PUBLISHED_IN Brasil

O governador Ronaldo Caiado emitiu um decreto nesta segunda-feira (05), declarando situação de emergência em 25 municípios do estado de Goiás devido à escassez de chuvas que impactou severamente a produção agrícola. O documento, com vigência de 180 dias, foi publicado em suplemento do Diário Oficial do Estado.

 

Os municípios são: Acreúna, Amorinópolis, Araguapaz, Arenópolis, Baliza, Bom Jardim de Goiás, Britânia, Caiapônia, Diorama, Guarani de Goiás, Iporá, Israelândia, Ivolândia, Jaupaci, Moiporá, Montes Claros de Goiás, Mozarlândia, Nova Crixás, Palestina de Goiás, Paraúna, Piranhas, Porangatu, Quirinópolis, Santa Helena de Goiás e Turvelândia.

 

O decreto se fundamenta nos baixos índices pluviométricos e nas condições climáticas extremas ocasionadas pelo prolongado período de escassez ou ausência de chuvas, resultando em uma perda de umidade do solo superior à sua reposição, conforme estipulado pela Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade).

 

Segundo o texto do decreto, o desastre, denominado e codificado como “Estiagem”, é classificado como de nível 2 ou de média intensidade, de acordo com a portaria do Ministério do Desenvolvimento Regional. Além disso, os efeitos da situação de emergência ficam circunscritos aos municípios elencados que apresentarem comprovação dos danos ocasionados pelo desastre.

 

Causa apontada: O El Niño e seus efeitos climáticos

 

O fenômeno do El Niño é apontado como a causa primária da estiagem que afeta o estado de Goiás. Segundo levantamento do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o El Niño teve início em junho de 2023 e, de setembro a dezembro do mesmo ano, provocou temperaturas elevadas e precipitações irregulares.

 

A onda de calor persistente desencadeada pelo El Niño afetou diretamente as plantações, com o calor excessivo contribuindo para a evaporação acelerada da umidade do solo, agravando ainda mais a situação da estiagem.

 

Olha Goiás

K2_PUBLISHED_IN Estado

Em meio ao status de maior produtor e exportador mundial de soja, o Brasil enfrenta desafios significativos na safra 2023/24, com projeções iniciais sendo revisadas para baixo por consultorias renomadas.

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que inicialmente estimou uma produção de 160,2 milhões de toneladas, agora se alinha às consultorias Safras & Mercado e AgRural, que reduziram suas projeções para 158,23 milhões e 154,5 milhões de toneladas, respectivamente.

 

“A redução nas projeções é resultado de uma série de fatores interligados, incluindo a irregularidade das chuvas em diversas regiões produtoras, o aumento dos custos de produção e a diminuição da área plantada” afirma a economista e professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), Nadja Heiderich.

 

De acordo com a Safras & Mercado, as chuvas abaixo da média na região Sul do Brasil, responsável por cerca de 25% da produção nacional de soja, afetaram negativamente o desenvolvimento das lavouras. Além disso, o aumento dos custos de produção, especialmente de fertilizantes, está levando os produtores a reconsiderarem a extensão das áreas cultivadas.

 

A AgRural também destaca a irregularidade das chuvas como um fator principal para a redução da projeção da safra de soja. Mesmo com melhorias nas condições climáticas recentes, o atraso no plantio em algumas regiões pode impactar o rendimento das lavouras.

 

“A redução na safra de soja no Brasil não ocorre em um vácuo. A oferta global do grão já enfrenta pressões significativas devido à guerra na Ucrânia, um dos principais produtores mundiais de grãos. O conflito no país europeu interrompeu as exportações de trigo, milho e outros cereais, resultando em aumentos nos preços desses produtos em todo o mundo”, acrescenta Nadja.

 

A Conab estima que o Brasil exportará cerca de 80 milhões de toneladas de soja na safra 2023/24. No entanto, com a redução da produção, existe a possibilidade de exportações menores do que o previsto, intensificando a pressão sobre os preços da soja no mercado internacional.

 

“Os efeitos adversos na produção de soja têm implicações significativas para a economia brasileira. Como principal commodity agrícola do país, a soja desempenha um papel crucial nas exportações, contribuindo para a balança comercial e a geração de receitas. A redução nas exportações de soja, combinada com os desafios econômicos globais, pode impactar negativamente os resultados financeiros do Brasil, adicionando pressões aos mercados cambiais e de commodities”, pontua a professora universitária.

 

Nadja acrescenta ainda que a conjunção de desafios climáticos e pressões globais destaca a importância de monitorar de perto o desenvolvimento da safra de soja no Brasil, não apenas como um desafio para o setor agrícola, mas também como um elemento que reverbera na economia nacional.

 

“A adaptabilidade dos produtores e estratégias governamentais tornam-se cruciais para enfrentar não apenas os desafios agrícolas, mas também os impactos econômicos decorrentes dessas adversidades”, finaliza a professora da FECAP.

 

Rádio Eldorado FM

K2_PUBLISHED_IN Agricultura

Ainda sob a influência do fenômeno La Niña, o Centro-Norte de Goiás se prepara para novos períodos de chuvas torrenciais, a exemplo do que ocorreu no fim de 2021 e início deste ano.

 

O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), prevê mais de 500 milímetros (mm) de precipitação em 14 municípios a partir deste mês de dezembro, podendo chegar a janeiro e fevereiro de 2023. Outros 56 municípios podem receber 250 mm de chuvas.

 

A Defesa Civil Estadual, que junto com o Gabinete de Políticas Sociais (GPS) do Governo de Goiás coordena a Operação Nordeste Solidário, o plano de contingência para atender as localidades que apresentam maior risco de danos, já instalou sete postos de comando em cidades que favorecem o deslocamento.

 

Cinco deles foram montados em quartéis do Corpo de Bombeiros Militar - Ceres, Uruaçu, Formosa, Posse e Campos Belos - e outros dois em Flores de Goiás e Teresina de Goiás. Para esses postos já foram levados colchões, cobertores, filtros de barro, hipoclorito de sódio. Cestas básicas chegam esta semana.

 

Chefe do Departamento de Respostas de Dados da Defesa Civil Estadual, o capitão CB Marcelo Martins Moura explica que a Operação Nordeste Solidário prevê ações prioritárias para os 14 municípios que podem receber maiores índices de chuvas, conforme previsão do Cimehgo, mas as outras 56 localidades também estão no foco do plano.

 

“Temos equipes viajando, orientando prefeitos para que identifiquem populações mais vulneráveis e criem suas próprias unidades de Defesa Civil. Ela é importante para que cada município reconheça a sua vulnerabilidade e tenha competência legal para buscar recursos em âmbito federal em caso de emergência.”

 

O plano de contingência nasceu em meados deste ano quando o Cimehgo detectou, por meio dos modelos climatológicos, a possibilidade de repetição das fortes chuvas na região Centro-Norte. Durante 85 dias, a partir de dezembro de 2021, 122 integrantes do CB atuaram em localidades, especialmente do Nordeste do estado, caracterizada por terrenos acidentados, estradas sem pavimentação e muitas comunidades rurais. Em Flores de Goiás, por exemplo, os 21 assentamentos rurais sofreram muito com as enchentes que provocaram isolamento e perdas da produção.

 

A expectativa é que o plano de contingência, que envolve 17 pastas do governo estadual, minimize os danos e agilize as ações. Os postos de comando para o período chuvoso estão em localidades de onde será possível deslocar com rapidez para qualquer um dos 70 municípios que estão sob alerta.

 

André Amorim, gerente do Cimehgo, reforça que por causa do La Niña, há uma tendência de as chuvas se concentrarem novamente nas regiões Norte e Nordeste do estado. Em novembro, as previsões se confirmaram.

“Tivemos duas chuvas de mais de 100 mm em Porangatu. Em Minaçu, em um único dia choveu mais de 150 mm. Também houve uma chuva volumosa no município de Cavalcante, atingindo regiões da comunidade calunga. As pessoas ficaram assustadas, mas a Defesa Civil está mais próxima e os bombeiros militares em alerta.”

 

Pelas previsões, o mesmo deve ocorrer em dezembro. “No ano passado foi muito ruim porque não havia um plano de contingência. A diferença agora é que todos estão avisados e há uma preparação para que as ações sejam mais rápidas.” De acordo com Amorim, os modelos de previsão meteorológica apontam para chuvas intensas também em janeiro e fevereiro.

 

Levantamento feito pela Defesa Civil Estadual demonstra que os prejuízos nos 23 municípios, que foram afetados pelas fortes chuvas na última temporada e declararam situação de emergência, somaram a quantia de R$ 64.557 milhões. Mas este valor pode ser ainda maior visto que algumas administrações não registraram as informações no Sistema de Informações de Desastre (SID), da Defesa Civil Nacional, como é o caso de Alto Paraíso, Posse, Colinas do Sul, Minaçu e Iaciara.

 

As chuvas do fim do ano passado e início deste ano afetaram 19,2 mil pessoas, segundo a Defesa Civil Estadual. Cavalcante, que reúne uma grande comunidade quilombola, cujos integrantes vivem em localidades distantes umas das outras, foi um dos mais atingidos. Mais de 3,8 mil pessoas sofreram consequências em razão dos temporais. Monte Alegre, que também abriga parte da comunidade calunga, teve 2,4 mil pessoas afetadas.

 

La Niña permanece até fevereiro

 

E o responsável por toda essa dor de cabeça, o fenômeno climático La Niña, deve continuar afetando os padrões de temperatura e precipitação até fevereiro ou março de 2023. É o que prevê a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o braço meteorológico da Organização das Nações Unidas. É a primeira vez neste século que o La Nina dura três verões consecutivos  no hemisfério sul.

 

O La Niña é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas do oceano Pacífico Equatorial, que ficam em torno de  2 °C e 4 °C durante a sua vigência. Seus efeitos são variados, podendo produzir secas no sul do Brasil, na Argentina e no Uruguai e, principalmente na África Oriental; e chuvas torrenciais no Nordeste brasileiro, no norte da Austrália e no sudeste da Ásia. Alguns países como China, Índia, Japão e Canadá são afetados por temperaturas mais baixas do que o esperado. 

 

O fenômeno, segundo a OMM, ocorre de tempos em tempos, podendo se dar em intervalos variáveis que vão de dois a sete anos. O evento, que em espanhol significa A Menina, recebeu a denominação numa alusão contrária ao fenômeno El Niño, que provoca o aquecimento anormal das águas do Pacífico.

 

O oceano Pacífico tropical está sob influência do La Niña, com curtas interrupções, desde setembro de 2020, mas isso teve apenas um efeito de resfriamento limitado nas temperaturas globais. Para a OMM, esse fenômeno ocorre em um contexto de mudança climática causada pela ação humana, o que aumenta as temperaturas globais, tornando nosso clima mais extremo e afetando os padrões sazonais de precipitação, aumentando secas e inundações.

 

Em Goiânia há 11 pontos de alagamentos considerados prioritários 

 

Embora Goiânia não esteja entre os municípios listados entre os 70 que deverão receber um maior volume de chuvas, a Defesa Civil da capital está em alerta principalmente para os quase 90 pontos de alagamentos, 11 deles mais problemáticos. Pelo menos em dois há ocupação irregular. “Nesses locais considerados prioritários fizemos intervenções como a limpeza dos ramais (bocas de lobo) e da tubulação, e levantamento para um escoamento mais eficiente e definitivo, ou seja, um sistema de drenagem mais duradouro”,  explica Anderson Marcos de Souza, coordenador operacional da Defesa Civil.

 

Ele detalha que, por causa do La Nina, as chuvas chegam em forma de tempestade no Centro-Oeste, com rajadas de ventos que atingem 100 km por hora. “O que tivemos até agora foi mais vento do que água”, enfatiza, lembrando que no mapeamento de risco a queda de árvores sob edificações também preocupa. A cada dois meses a Defesa Civil atualiza o cadastro de famílias que vivem condições de vulnerabilidade para que sejam atendidas mais rapidamente.

 

Anderson de Souza lembra que a população pode e deve fazer a sua parte para que os problemas provocados por chuvas mais fortes sejam minimizados. “Resíduos domésticos, como garrafas pet e sacolas, precisam ser acomodados em locais mais altos para não serem levados pela enxurrada para o sistema de drenagem. As pessoas precisam se conscientizar disso.”

 

A ocupação irregular de áreas é um sério problema. Anderson de Souza explica que até o ano passado 14 casas da Vila Fernandes, às margens do Ribeirão Anicuns, perto do Setor Gentil Meirelles, eram afetadas por inundações, com a água chegando a 1,5 m. “Ali é área alagável que nunca deveria ter sido ocupada, é o que chamamos de cota de inundação.” A grande maioria das famílias deixou o local após cadastro na prefeitura, apenas uma resiste. “Não é a água que invade as casas. As casas é que estão em local inadequado.”

 

Jornal Daqui

K2_PUBLISHED_IN Estado

A primavera mal chegou e já começamos a sentir os efeitos da influência do fenômeno La Niña sobre a estação em Goiás. Prova disso são os fortes temporais e o período de estiagem, que predominam, em rodízio, em algumas regiões do estado. Porém, além de prejuízos materiais, a população também pode ter que ‘abrir o bolso’ para colocar comida na mesa.

 

Isso porque as condições climáticas provocadas pelo ‘La Niña’ não são nada boas para as lavouras, segundo o economista Luiz Carlos Ongarotto. Ele diz que a seca e as tempestades (que podem vir acompanhadas de granizo) podem destruir as plantações, acarretando prejuízos ao produtor rural, e consequentemente, fazendo com o alimento chegue com um valor elevado as bancas de feiras e prateleiras de supermercados.

 

Grãos e carne mais caros

 

Além das frutas, verduras e hortaliças, a população também pode ter dificuldades para comprar grãos como: arroz, aveia, trigo, milho, centeio e cevada. Aquele churrasquinho também pode ser afetado, visto que com o aumento dos grãos (alimento de animais de corte), a proteína animal tende a subir.

 

“Já na produção de grãos há um efeito em cadeia também, pois além do consumo humano, há a produção de proteína animal que pode ter o preço das rações aumentado”, concluiu Luiz.

 

La Niña’

 

O ‘La Niña’ é um fenômeno natural que ocorre a cada dois ou sete anos e tem duração de nove a 12 meses. Neste ano, no entanto, ele acontece pela terceira vez consecutiva.

 

Diário do estago

K2_PUBLISHED_IN Economia

Municípios de Goiás vão enfrentar uma frente fria, nesta quinta-feira (5), segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo). Em Goiânia, por exemplo, a mínima deve ser de 16°C; enquanto em Jataí, no Sudoeste do estado, a temperatura mínima será de 10°C. Em Mineiros, segundo o Climatempo, deve chegar a 11°C.

 

De acordo com os meteorologistas, a queda das temperaturas acontecerá devido uma massa de ar frio, de origem polar, que tem avançado pelo Brasil. A expectativa é que a frente fria impacte especialmente a região Centro-Sul de Goiás.

 

Nesta quinta (5), a previsão é de que haja um pouco de sol, somado a variação de nebulosidade e pancadas de chuvas em áreas isoladas em algumas regiões de Goiás, como na capital. Segundo a Cimehgo, em Goiânia, a temperatura máxima pode chegar aos 29ºC, com a umidade relativa do ar variando entre 35% a 90%.

 

Frente fria no Sudoeste e Sul de Goiás

 

Os municípios que ficam situados nas regiões Sudoeste e Sul de Goiás serão os mais impactados pela frente fria. As previsões da Cimehgo apontam temperatura mínima de cerca de 8°C e 12°C, respectivamente. Além disso, ambas as regiões terão sol com variação de nebulosidade, mas nenhuma chance de chuva.

 

Nas regiões Leste e Central, a expectativa é de que os termômetros marquem mínimas de 14°C e 15°C, respectivamente. Ambas as máximas devem ser de 32°C. Já nas regiões Oeste e Norte a mínima será de 19°C e 20°C, respectivamente, com máxima de 33°C e 34°C, da mesma forma.

 

Mais Goiás

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O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (CIMEHGO) informou que esta quinta-feira (19) será marcada por temperaturas máximas elevadas e umidade relativa do ar em queda no período da tarde em função de uma massa de ar seco presente em todas as regiões do estado. 

 

Segundo o CIMEHGO, há chance da umidade relativa do ar ficar na casa dos 12% nas regiões sudoeste, oeste e centro, caracterizando situação de emergência.  

 

Em Rio Verde, a previsão é de temperaturas entre 18ºC de mínima e 38ºC de máxima, com umidade relativa do ar em 16%. 

 

Na Região Central a previsão é de temperatura mínima em 15 graus e máxima chegando a 34 graus. Na Região Oeste a temperatura mínima fica em 14 graus e a máxima em 38.

 

Se já é importante priorizar a hidratação com o consumo de água em dias comuns, em períodos como este é necessário redobrar a atenção. É o que  especialistas recomendam.

 

Fonte: Olha Goiás

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