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Expedição Soja Brasil chegou ao estado de Mato Grosso do Sul e fez uma parada em Sidrolândia. No município, chamou atenção o trabalho desenvolvido na Fazenda do Grupo Stefanello, que tem conseguido manter altos índices de produtividade com a soja mesmo enfrentando veranicos intensos, que são períodos curtos de estiagem que prejudicam o desenvolvimento das lavouras. O motivo disso? A técnica do uso da cama de frango.

 

Apesar das dificuldades climáticas, a fazenda alcançou uma colheita de 68 sacas de soja e 110 sacas de milho por hectare. Para manter esse resultado positivo, mesmo em um cenário desafiador, os produtores investiram em estratégias que priorizam a saúde do solo. Um dos principais diferenciais foi o uso da cama de frango.

 

Cama de frango e os benefícios para a soja

 

A cama de frango é um subproduto da avicultura. Trata-se de uma cobertura feita com serragem, palha ou casca de grãos, como arroz, que forra o chão dos aviários. Com o tempo, esse material acumula fezes, penas, restos de ração e outros resíduos, tornando-se um adubo altamente nutritivo e rico em matéria orgânica.

 

Segundo os responsáveis pela fazenda, a introdução da cama de frango no manejo da soja trouxe melhorias para o solo. Com o aumento da matéria orgânica e da atividade biológica, o solo se tornou mais equilibrado e produtivo. O uso médio é de 4 a 5 toneladas por hectare, com reaplicações a cada três ou quatro anos.

 

Adubação

 

Com raízes mais profundas e robustas, as lavouras conseguem acessar a água que está nas camadas mais profundas do solo. Isso torna as plantas mais resistentes aos períodos de estiagem.

 

Esse tipo de manejo inteligente sustenta a produtividade em anos desafiadores e fortalece a sustentabilidade do sistema produtivo ao longo do tempo. É um exemplo de como práticas simples, quando bem aplicadas, podem gerar grandes resultados no campo.

 

Canal Rural

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Produtoras de laranja têm sido uma importante fonte de emprego e desenvolvimento econômico para Mato Grosso do Sul, ganhando cada vez mais espaço desde o ano passado. Já são 11 municípios abrigando empreendimentos do setor de citricultura, somando cerca de 30 mil hectares.

 

Em entrevista ao site Campo Grande News, o secretário da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, disse que um dos planos é contratar mão de obra indígena, que já atua na colheita de maçã.

 

“O volume fixo e a mão de obra volante que vai colher essa laranja no período de maio a janeiro, são números que a gente não tinha previsão no Estado em termos de geração de mão de obra. Provavelmente, boa parte dessa mão de obra vai vir de fora e a gente pretende também fazer uma negociação para aquela mão de obra indígena que vai para o Sul do País para a colheita da maçã e da poda da maçã, passa a ser utilizado na colheita de laranja no Estado de Mato Grosso do Sul, gerando oportunidade de trabalho para essas pessoas”, pontuou.

 

O processo de instalação de novos empresas já está iniciado em Campo Grande, Sidrolândia, Ribas do Rio Pardo, Paranaíba, Cassilândia, Aparecida do Taboado, Três Lagoas, Brasilândia, Bataguassu, Naviraí, e Dois Irmãos do Buriti.

 

“Esses são os municípios que nós já temos empresários contactados e que já iniciam o seu processo de instalação no Estado […] Alguns já plantando, como é o caso de Sidrolândia, Ribas do Rio Pardo, Paranaíba, Bataguassu”, explicou.

 

Ainda de acordo com Verruck, qualquer município está apto a ter plantação, pois depende de irrigação, mas a região sul poderia ter mais problemas, por conta das geadas.

 

“As áreas do sul do Estado poderiam ter problema da questão de geada. Então, fica somente o sul do Estado fora, onde teria algum risco de geada. Fora isso, a condição do solo irrigado, não é nenhum limitante para Mato Grosso do Sul”, completou.

 

Para produzir são necessários três anos, depois, com cinco anos, começa a estabilizar. Para instalar uma indústria em Mato Grosso do Sul, seria necessário, no mínimo, 32 milhões de caixas de laranja.

 

Para exemplificar os empregos gerados, Verruck coloca um projeto de mil hectares, que vai exigir um investimento de R$ 100 milhões, fora a terra. Diretamente, serão gerados para o plantio 100 empregos durante a colheita. Depois de 300 a 400 pessoas.

 

Referência – Conforme explica o secretário, com a doença do greening em São Paulo, Mato Grosso do Sul viu uma oportunidade para atrair os laranjais. Com isso, O Estado criou uma legislação rígida, com ‘tolerância zero’ à doença.

 

A Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal), inclusive, emitiu um alerta aos produtores rurais e a população geral sobre o perigo da compra de mudas irregulares.

 

“Caso ele identifique um pé de laranja com grenning, deve ser cortado imediatamente. Os outros estados tomaram uma decisão de aplicação de defensivos pra manutenção, nós vamos ter tolerância zero ao grenning, um controle sanitário bastante efetivo e uma captação de investimentos”, disse.

 

Além disso, Mato Grosso do Sul enfrenta dois desafios: a outorga de água e energia elétrica para utilizar o pivô. “Hoje nós temos algumas dezenas de projetos de laranjas que precisam do fornecimento de energia elétrica. O desafio de curto prazo ainda não é o logístico, é a energia elétrica e a outorga de água, e depois, obviamente, qualificação de mão de obra, habitação para essa mão de obra”, finalizou.

 

O Correio News

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Falta de chuvas favoráveis ao grão no estado do MS cria cenário desfavorável e com desafios para os sojicultores

 

seca tem causado grandes prejuízos nas plantações de soja em Mato Grosso do Sul, afetando a produtividade agrícola da região. Diego Burgel, produtor de soja da região de Sidrolândia (MS), viu suas expectativas despencarem de maneira drástica.

 

Inicialmente, ele esperava colher entre 60 e 65 sacas por hectare nos 6.200 hectares plantados, o que representaria uma produção expressiva e um bom retorno financeiro. Contudo, devido à escassez de chuvas e ao calor extremo que afetaram a região nos últimos meses, a situação tomou um rumo desfavorável.

 

Com o clima adverso, Burgel agora estima uma perda de 30% no seu potencial produtivo, reduzindo a previsão para algo entre 42 e 45,5 sacas por hectare. Essa redução representa uma grande queda em sua produção total, com impactos diretos na rentabilidade da safra.

 

A seca prolongada, que tem se tornado uma constante nas últimas temporadas, tem afetado não apenas a quantidade, mas também a qualidade da soja, o que gera uma série de dificuldades logísticas e econômicas para os agricultores.

 

A realidade dura do campo evidencia o impacto severo das condições climáticas adversas, que vêm desafiando cada vez mais os produtores. A falta de chuva tem prejudicado a germinação das sementes e o desenvolvimento das plantas, o que agrava ainda mais a situação.

 

Além disso, a falta de umidade no solo impede que os grãos atinjam o tamanho esperado, comprometendo a produtividade em MS. A seca, combinada com os custos crescentes de insumos e com a incerteza quanto à recuperação da safra, coloca em risco a sustentabilidade de muitas famílias de produtores rurais, que enfrentam um cenário desolador em um momento crítico da agricultura sul-mato-grossense.

 

Canal Rural

K2_PUBLISHED_IN Agricultura

Investigação aponta que a rapper Laysa Moraes Ferreira, 30 anos, conhecida como “La Brysa”, natural de Mato Grosso do Sul, foi jogada viva no Rio Cuiabá, em Mato Grosso, onde foi encontrada na tarde dessa quinta-feira (9). A polícia afirma que há indícios de que um gesto em foto postada no Instagram pela rapper possa ter sido confundido com o de facção criminosa rival. Crimes com essa motivação têm aumentado nos últimos meses.

 

O delegado Bruno Abreu comentou que a jovem estava desaparecida há seis dias, inicialmente em investigação conduzida pelo Núcleo de Desaparecidos de Mato Grosso. O corpo foi encontrado nessa quinta-feira e não tinha sinais de violência. “Ela foi enrolada em um tapete, amarrada a uma lata com concreto e jogada viva no rio”, afirmou.

 

A primeira linha de investigação é de crime cometido por facção criminosa. Em fotos postadas na rede social Instagram, a rapper faz gestos com as mãos, que podem ter sido interpretados pelo Comando Vermelho – que tem força no estado vizinho – como sendo da facção rival, o PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo o delegado, o gesto seria o número 3 com os dedos.

 

Contudo, nas redes sociais, a jovem usa as mãos para vários gestos, inclusive durante suas apresentações. Até o momento, a polícia não encontrou indícios de que a rapper tenha envolvimento com crimes. “Trabalhava, não tinha passagens”, pontuou Bruno. O delegado afirmou que não descarta outras linhas de investigação.

 

Natural de Três Lagoas, Laysa residiu em Campo Grande, onde construiu uma carreira de 12 anos na música e na poesia. Reconhecida como uma das principais vozes do freestyle no Centro-Oeste, a artista conquistou diversos títulos em batalhas de rap, incluindo o campeonato “Vai Ser Rimando”, promovido pelo também rapper Emicida. Atualmente, era uma das principais figuras das batalhas de rima de Mato Grosso.

 

Recorrente – Bruno Abreu também afirma que o número de mortes com essa motivação tem aumentado nos últimos anos no estado. “Pessoas inocentes, que não tem nada a ver com o crime, às vezes fazem gestos que são atribuídos às facções. Eles sequestram, fazem tribunal do crime e matam”, lamentou o delegado.

 

Em setembro do ano passado, em Porto Esperidião (MT), cidade próxima à fronteira com a Bolívia, a então candidata a vereadora Rayane Alves Porto, 25 anos, e a irmã dela, Rithiele Alves Porto, 28, foram torturadas e brutalmente assassinadas a mando de um líder do Comando Vermelho, que ordenou o crime de dentro da prisão.

 

O motivo, segundo a investigação, teria sido a interpretação dos sinais com a mão feitos por elas em fotos tiradas em momento de lazer com a família e publicadas nas redes sociais.

 

No dia 17 de dezembro do ano passado, o turista Henrique Marques de Jesus, de 16 anos, foi sequestrado, agredido e morto por um grupo de traficantes de Jericoacoara (CE). O corpo dele foi encontrado no dia seguinte, em um ponto afastado do centro da vila turística mundialmente famosa. A família acredita que o motivo tenha sido o gesto com a mão que Henrique costumava fazer em fotos publicadas nas redes sociais.

 

Recentemente, a rapper baiana Duquesa decidiu retirar do ar o videoclipe de seu single “Fuso”, lançado em 16 de dezembro e viralizado no TikTok. A medida foi tomada após fãs alertarem que um gesto feito pela artista no vídeo, representando o número 3 com as mãos, poderia ser associado a uma facção criminosa de Salvador, o Bonde do Maluco (BDM). Com receio, a cantora optou pela exclusão do conteúdo.

 

O Correio News

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden, divulgou um boletim de secas no Brasil para o mês de setembro. De acordo com o órgão, houve um aumento na quantidade de cidades em todo o país com condições de seca extrema. Eram 201 em agosto e agora são 216 em setembro.

 

Em Mato Grosso do Sul, o boletim do Cemaden destaca que 15 cidades estão enfrentando condições de seca extrema ou severa. O mapa do órgão mostra pontos em vermelho na região nordeste do estado, próximo às divisas com Goiás, Triângulo Mineiro e São Paulo. Na região sul do estado, várias cidades estão marcadas em tons amarelados, indicando condições de seca considerada fraca.

 

Segundo o monitoramento do Cemaden, em Mato Grosso do Sul, quatro cidades estão em situação de seca extrema:

Aparecida do Taboado

Paraíso das Águas

Paranaíba

Chapadão do Sul

 

Outras onze cidades estão enfrentando seca severa:

 

Pedro Gomes

Rio Verde de Mato Grosso

Selvíria

Alcinópolis

Cassilândia

Três Lagoas

Água Clara

Coxim

Costa Rica

Figueirão

Inocência

 

O estudo do Cemaden para o mês de outubro prevê um cenário ainda mais crítico. O número de municípios em situação de seca extrema pode saltar de quatro para onze, abrangendo principalmente as regiões norte, nordeste e leste do estado.

 

Além disso, o boletim destaca que Corumbá registra seca moderada, enquanto Campo Grande, Dourados e Ponta Porã estão com seca fraca, conforme os parâmetros do Cemaden. Apenas duas cidades do estado apresentam condições normais: Deodápolis e Maracaju.

 

O Correio News

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