Preços de hortifruti mudam e Goiás ganha destaque
O mercado brasileiro de hortaliças entrou no segundo semestre de 2026 sob influência de uma combinação de oferta, clima e sazonalidade que voltou a pressionar as cotações de produtos importantes para o consumo das famílias. Dados do Boletim Hortigranjeiro de setembro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, em agosto, o volume de hortaliças comercializado nas Centrais de Abastecimento acompanhadas pelo Prohort caiu 3,9% em relação a julho e ficou 5,5% abaixo de agosto de 2025.
A retração ocorreu enquanto alguns produtos registraram forte valorização. O tomate foi o principal exemplo: o preço médio ponderado subiu 18,13% em agosto, após dois meses de quedas expressivas. A cebola, por outro lado, recuou 13,8% no mês, mas ainda acumulava valorização de 115,6% em relação a agosto de 2025. A batata caiu 11,6% em agosto, mas permanecia 52% acima do preço observado um ano antes.
O comportamento revela um mercado menos homogêneo do que o observado no início do ano. A disponibilidade física dos produtos, o estágio das safras e as condições climáticas passaram a determinar movimentos bastante distintos entre culturas e regiões.
Menor volume de hortaliças
O recuo da comercialização em agosto atingiu todos os grandes grupos de hortaliças. O segmento de folhas, flores e hastes teve queda de 3,5% em relação a julho; hortaliças-fruto recuaram 5,9%; e raízes, bulbos, tubérculos e rizomas diminuíram 5,6%.
Este último grupo representa 57,7% do volume total de hortaliças comercializado e foi afetado principalmente pela redução de 10,3% na entrada de batata. Entre as hortaliças-fruto, a retração esteve associada à queda de 8,5% na comercialização de tomate, produto que responde por aproximadamente 45% desse subgrupo.
O quadro é relevante porque a menor oferta não necessariamente se traduz em queda de preços. Ao contrário: quando a demanda permanece relativamente estável e a disponibilidade diminui, a tendência é de recomposição das cotações, especialmente em produtos de ciclo curto e elevada perecibilidade.
Fonte: Rio Verde Rural





