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Colheita da soja em Jataí: Quebra de 15% e alerta no milho

Por Carlos André 04 Março 2026 Publicado em Agricultura
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Colheita da soja em Jataí avança com alerta na produtividade

colheita da soja em Jataí registrou um avanço significativo nos últimos dias, superando os 80% de área colhida nas regiões destinadas à safrinha.

Após um período de ritmo cadenciado, onde apenas 50% das áreas haviam sido retiradas até o final de fevereiro, as máquinas ganharam fôlego nas propriedades locais. A produtora rural Lia Katzer destaca que, embora o trabalho de campo tenha acelerado, o cenário para o fechamento da safra de soja e a janela do milho exige atenção redobrada do produtor goiano.

 

Ciclo estendido e o impacto na produtividade da soja em Goiás

Um dos fatores mais marcantes desta temporada foi o prolongamento do ciclo das variedades. Segundo Lia Katzer, houve uma extensão média de 10 a 12 dias no desenvolvimento das plantas. Esse fenômeno, somado aos 10 dias de paralisação no plantio em outubro devido à escassez de chuvas, empurrou o cronograma da produtividade da soja em Goiás para o mês de março.

Mesmo com o desenvolvimento mais longo, o resultado nas balanças não deve repetir o recorde do ano anterior. A análise de campo aponta para:

  • Quebra de Safra: Redução estimada entre 10% e 15% na média final em comparação ao ciclo passado.
  • Perdas em Precoces: As lavouras plantadas mais cedo sofreram com o excesso de chuva no momento crítico.
  • Falta de Recuperação: As áreas plantadas tardiamente não conseguiram compensar o índice de produtividade das variedades precoces.

Janela do plantio do milho safrinha e riscos climáticos

Com a colheita da soja se estendendo até o dia 10 de março em algumas áreas, o plantio do milho safrinha entra em uma zona de risco climático. No entanto, o produtor de Jataí segue resiliente. Como muitas sementes já foram adquiridas e tratadas — perdendo a viabilidade se não forem utilizadas agora — a decisão majoritária é dar continuidade ao cultivo.

“O milho que está na propriedade, já pago, precisa ir para o solo”, afirma Lia Katzer. A previsão é que as áreas de safrinha estejam totalmente plantadas até a primeira quinzena de março, respeitando o limite biológico das sementes tratadas que não podem retornar à câmara fria.

 

Estratégias de manejo de adubação milho para 2026

Para mitigar os riscos de um plantio fora da janela ideal, os produtores estão adotando estratégias técnicas rigorosas no manejo de adubação do milho e na densidade populacional. O objetivo é equilibrar o investimento financeiro com a probabilidade de chuvas.

Principais ajustes no manejo citados pela produtora:

  1. Redução de População: Diminuir o número de plantas por hectare no milho plantado tardiamente para reduzir a competição por água.
  2. Remanejamento de Nutrientes: Focar o maior investimento de nitrogênio e adubação de base nas áreas plantadas dentro da janela ideal.
  3. Sacrifício Controlado: Reduzir a adubação nas áreas de altíssimo risco (plantio de março) para evitar prejuízos financeiros caso o veranico antecipe.
  4. Foco em Resposta: Aproveitar que o milho responde muito bem ao nitrogênio para garantir produtividade máxima nas glebas com melhor potencial.

O cenário em Jataí reflete a realidade de boa parte do Sudoeste Goiano: um ano de superação técnica. Enquanto a colheita da soja em Jataí caminha para o fim nas áreas de milho, o foco se volta totalmente para o céu. A manutenção das chuvas em março e abril será o fator determinante para saber se o remanejamento de adubação e a redução populacional serão suficientes para manter a rentabilidade do produtor rural nesta temporada desafiadora.

Este conteúdo é de responsabilidade do site Rio Verde Rural. Para reprodução, é necessário citar a fonte: www.rioverderural.com.br, conforme a Lei de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98)

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