Vacinação avança em Goiás e reforça controle da brucelose bovina
Vacinação tem sido tratada como prioridade estratégica na pecuária goiana e os números confirmam esse avanço no controle sanitário do rebanho. Em 2025, Goiás alcançou 79,89% de cobertura vacinal contra a brucelose bovina, o melhor índice registrado nos últimos cinco anos, refletindo maior adesão dos produtores rurais às normas sanitárias obrigatórias e o fortalecimento das ações de defesa animal no estado.
O resultado é fruto de um trabalho conjunto entre o poder público e o setor produtivo. Os dados foram consolidados pela Gerência de Sanidade Animal da Agrodefesa, a partir das declarações realizadas pelos próprios pecuaristas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). O crescimento da cobertura demonstra que a vacinação passou a integrar, de forma definitiva, o planejamento sanitário das propriedades rurais.
Vacinação como base da segurança sanitária da pecuária
A Vacinação contra a brucelose é uma das principais ferramentas para garantir a sanidade do rebanho e a sustentabilidade da atividade pecuária. A doença, além de provocar sérios prejuízos produtivos, impõe restrições severas à comercialização de animais, leite e derivados.
Entre os principais impactos da brucelose na pecuária estão:
- Abortos recorrentes, especialmente no terço final da gestação
- Infertilidade e queda no desempenho reprodutivo
- Aumento do descarte involuntário de matrizes
- Prejuízos econômicos diretos e indiretos
- Risco à saúde humana, por se tratar de uma zoonose
O avanço da cobertura vacinal em Goiás indica maior conscientização dos produtores sobre a importância da prevenção, não apenas como exigência legal, mas como estratégia de proteção do patrimônio rural.
Brucelose bovina e os riscos para o produtor rural
A brucelose é causada pela bactéria Brucella abortus e afeta principalmente o sistema reprodutivo dos bovinos e bubalinos. Trata-se de uma doença crônica, silenciosa e de difícil erradicação quando instalada na propriedade.
Os sinais clínicos mais comuns incluem:
- Aborto entre o sexto e o nono mês de gestação
- Retenção de placenta
- Nascimento de bezerros fracos
- Inflamação dos testículos (orquite) em machos
Além dos danos produtivos, propriedades com foco da doença sofrem restrições sanitárias severas, o que compromete a movimentação dos animais e a comercialização do leite.
Regras da vacinação obrigatória em Goiás
Em Goiás, a vacinação contra a brucelose é obrigatória para todas as fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses. O imunizante padrão é a vacina B19, sendo permitida, de forma alternativa em bovinos, a utilização da vacina RB51.
Alguns pontos importantes que o produtor precisa observar:
- A vacinação deve ser realizada exclusivamente por médico-veterinário cadastrado ou por auxiliar oficialmente vinculado
- A fêmea vacinada deve ser marcada no lado esquerdo da face
- O atestado de vacinação deve ser lançado no Sidago em até 30 dias após a compra da vacina
- A atualização cadastral da vacinação é obrigatória a cada 180 dias
O cumprimento dessas exigências garante rastreabilidade, segurança sanitária e regularidade da propriedade junto aos órgãos de fiscalização.
Goiás e o fortalecimento da defesa sanitária animal
O desempenho positivo da Vacinação em Goiás também reflete o fortalecimento das ações de defesa sanitária animal no estado. A atuação da Agrodefesa tem sido baseada em:
- Monitoramento constante do rebanho
- Orientação técnica aos produtores
- Fiscalização do cumprimento das normas sanitárias
- Integração entre vigilância animal e saúde pública
Em casos confirmados de brucelose, as regras são mais rígidas. Animais reagentes devem ser eliminados, o leite fica proibido para comercialização até a retirada desses animais e o trânsito de bovinos e bubalinos é restrito ao abate ou condicionado à apresentação de testes negativos.
Vacinação em Rio Verde fortalece a pecuária regional
Em Rio Verde, importante polo da pecuária em Goiás, o avanço da vacinação contribui diretamente para a segurança sanitária regional. A adoção correta do manejo sanitário fortalece a competitividade das propriedades, reduz riscos produtivos e amplia o acesso a mercados mais exigentes.
Para o produtor rural, manter a Vacinação em dia significa:
- Proteger o rebanho contra perdas produtivas
- Evitar sanções e restrições sanitárias
- Garantir a livre movimentação dos animais
- Preservar a saúde da família e dos trabalhadores
O crescimento da cobertura vacinal mostra que a pecuária goiana está avançando de forma consistente, alinhando produtividade, responsabilidade sanitária e sustentabilidade.
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