Reconhecida nacional e internacionalmente como um dos principais polos de pesquisa, inovação e produtividade do agronegócio brasileiro, Rio Verde inaugura agora um novo capítulo de sua história ao consolidar também a liderança na saúde pública. A entrega do novo Hospital Municipal Universitário de Rio Verde simboliza essa virada estratégica: o município que produz ciência no campo passa a produzir conhecimento, tecnologia e inovação também na medicina, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com mais de 350 leitos, unidades de terapia intensiva, hemodinâmica, centro cirúrgico de alta complexidade e cirurgia robótica pelo SUS, o hospital nasce como um marco não apenas local, mas estadual e nacional. A unidade coloca Rio Verde em um patamar que supera capitais e grandes centros do Centro-Oeste, oferecendo tecnologia que não está disponível em cidades como Goiânia, Cuiabá, Campo Grande ou no Distrito Federal dentro da rede pública.
O prefeito de Rio Verde e médico, Wellington Carrijo, não escondeu a emoção ao destacar o caráter histórico da obra. Para ele, o hospital representa a materialização de uma visão de longo prazo, iniciada ainda em 2017 pelo então prefeito e médico Paulo do Vale, hoje secretário municipal de Governo. “Este hospital não é apenas assistência. Ele é ensino e pesquisa. É isso que transforma a saúde pública e eleva o padrão de atendimento”, afirmou Carrijo.
A fala traduz o conceito que orientou todo o projeto: assim como o agronegócio de Rio Verde se tornou referência ao unir produção, ciência e tecnologia, o novo hospital segue o mesmo modelo. A unidade foi concebida a partir de três pilares fundamentais — assistência de excelência, ensino e pesquisa — criando um ambiente que forma profissionais altamente qualificados e, ao mesmo tempo, amplia o acesso da população a tratamentos de ponta.
Idealizador do projeto, Paulo do Vale relembrou que o hospital nasceu de um sonho antigo, ainda dos tempos de estudante de Medicina. “Sempre acreditei no SUS como o maior e melhor plano de saúde do mundo. Esse hospital é 100% SUS, construído com recursos do município, planejado com responsabilidade, transparência e foco na humanização”, destacou. Desde a arquitetura acolhedora até a escolha dos equipamentos mais avançados do mercado mundial, tudo foi pensado para reduzir a distância entre o falar e o fazer.
Um dos maiores símbolos desse avanço é a cirurgia robótica, tecnologia que permite procedimentos mais precisos, com menor risco e recuperação mais rápida. A precisão dos braços robóticos, capaz de realizar movimentos milimétricos, coloca Rio Verde entre os pouquíssimos municípios brasileiros a oferecer esse tipo de cirurgia pelo SUS. Inicialmente, os procedimentos irão priorizar áreas como urologia, mas já há planejamento para expansão para cirurgias de cabeça e pescoço, torácicas e do aparelho digestivo.
O secretário municipal de Saúde, Thiago Souza, ressaltou que o investimento não se limita à tecnologia dura. “O maior diferencial desse hospital é o capital humano. Há anos investimos na formação dos profissionais para que eles estejam preparados para operar equipamentos de última geração e oferecer um atendimento digno, humano e eficiente”, afirmou. Segundo ele, Rio Verde buscou o que há de melhor no mercado mundial, participando de feiras internacionais e adotando padrões comparáveis aos de hospitais de primeiro mundo.
Além do impacto direto na saúde, o Hospital Municipal Universitário também se projeta como vetor de desenvolvimento econômico e científico. Com a integração à Universidade de Rio Verde (UniRV), milhares de estudantes de Medicina, Enfermagem e áreas afins passarão a realizar internato e pesquisas no município. A estimativa é de que essa movimentação injete entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões mensais na economia local, fortalecendo comércio, serviços e geração de empregos.
Assim como ocorre no agro, onde Rio Verde recebe comitivas internacionais em busca de tecnologia e conhecimento, a saúde segue o mesmo caminho. A cidade já recebe visitas técnicas de outros estados e até de outros países interessadas no modelo de gestão, na estrutura e na integração entre ensino, pesquisa e assistência.
O hospital se consolida como polo regional e potencial referência nacional em áreas específicas da alta complexidade. O desafio agora passa pelo custeio, estimado entre R$ 17 milhões e R$ 20 milhões mensais, exigindo articulação com os governos estadual e federal e o apoio de parlamentares comprometidos com a saúde pública.
A inauguração do Hospital Municipal Universitário confirma que a liderança de Rio Verde vai além da porteira. A mesma visão estratégica que transformou o município em potência do agronegócio agora impulsiona uma nova fronteira: a da saúde pública baseada em ciência, tecnologia, ensino e humanização, colocando o município no mapa dos grandes centros de referência do Brasil.
fonte: www.rioverderural.com.br



































