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USP alerta: Goiás poderia ter prejuízo de até R$ 9 bilhões com eventual retorno da febre aftosa

Por Carlos André 01 Dezembro 2025 Publicado em Agricultura
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Um estudo inédito conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) acendeu um sinal de alerta no setor pecuário goiano. Segundo o levantamento, encomendado pelo Fundo para Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec-GO), uma eventual reintrodução do vírus da febre aftosa no estado poderia gerar perdas entre R$ 3 bilhões e R$ 9 bilhões — um impacto econômico bilionário que comprometeria produção, exportações e o agronegócio como um todo.

Embora Goiás não registre casos da doença há três décadas e tenha conquistado, em 2024 e 2025, o reconhecimento nacional e internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação, o tema permanece prioritário para autoridades e produtores. A preocupação se explica: com o terceiro maior rebanho bovino do país e aproximadamente 4 milhões de cabeças abatidas por ano, a pecuária é um dos pilares da economia goiana e ocupa o segundo lugar na pauta de exportações do estado.

Evento marca entrega oficial do estudo

A relevância do levantamento motivou um encontro realizado na última quinta-feira (27/11), na sede do Fundepec, em Goiânia. O presidente da entidade, Alfredo Luiz, entregou oficialmente o Estudo de Impacto Econômico da Febre Aftosa ao vice-governador Daniel Vilela, ao secretário de Agricultura e Pecuária Pedro Leonardo e ao presidente da Agrodefesa José Ricardo Caixeta. O evento reuniu gestores públicos e representantes do setor produtivo.

Para Alfredo Luiz, investir em estudos estratégicos é essencial para garantir segurança sanitária e preservar a competitividade da pecuária goiana.
“A pecuária goiana tem grande significado para a economia do estado. Encomendar pesquisas sobre zoonoses é uma iniciativa fundamental para aprimorar a eficácia do serviço de defesa sanitária animal”, afirmou.

Brucelose: outro ponto de atenção

Além da febre aftosa, o Fundepec também monitora outras ameaças sanitárias. A entidade contratou o Instituto Euvaldo Lodi para um levantamento sobre brucelose. O estudo detectou incidência de 18,1% entre 836 propriedades avaliadas — índice considerado preocupante.

Alfredo reforçou que ainda é preciso ampliar o trabalho de vigilância e a comunicação entre produtores e a Agrodefesa:
“O produtor deve avisar imediatamente ao menor sinal de sintomas. Também precisamos fortalecer os serviços do órgão estadual de defesa sanitária.”

Agrodefesa mantém vigilância

De acordo com Denise Toledo, gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, o governo estadual segue atento, mesmo após a conquista do status sanitário internacional.

“Ser zona livre sem vacinação é uma vitória, mas isso não significa baixar a guarda. A manutenção desse status exige vigilância constante e integrada”, explicou.

A agência mantém o Programa Estadual de Enfermidades Vesiculares (PEEV), que prevê:

– Controle e fiscalização do trânsito animal;

– Fiscalização da comercialização de vacinas;

– Vigilância ativa e passiva em propriedades;

– Inquéritos soro-epidemiológicos para monitoramento contínuo.

Quanto à brucelose, Denise afirmou que Goiás apresenta baixa incidência, mas reconhece o risco de subnotificação — cenário semelhante ao de outros estados. O Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PECEBT) segue vigente, incluindo vacinação obrigatória de bezerras de 3 a 8 meses.

A gerente destacou ainda que o produtor que comunica suspeitas de zoonoses não é punido.
“Nosso papel é orientar e ajudar. A notificação rápida é uma das ferramentas mais importantes para impedir avanços da doença”, concluiu.

Alerta e responsabilidade

O estudo da USP reforça que, mesmo livre de febre aftosa há 30 anos, Goiás não pode relaxar. A ameaça de prejuízos bilionários revela a dimensão do risco e a necessidade de manter políticas públicas firmes, sistemas de defesa estruturados e um elo permanente entre governo e pecuaristas.

Afinal, preservar a segurança do rebanho significa também proteger a economia e garantir a competitividade de um dos setores mais fortes do estado.

 

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