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Plantas medicinais do Cerrado podem desaparecer até 2060

Por Lucas Silva 08 Novembro 2025 Publicado em Previsão
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As plantas medicinais do Cerrado podem desaparecer até 2060, e além disso a pesquisa do Renac-UEG publicada na Biodiversity and Conservation (Springer Nature) reforça a gravidade do cenário.
O estudo aponta redução de até 64% das áreas adequadas ao cultivo, e por isso mais de 100 espécies, incluindo pequi, barbatimão e jatobá-do-cerrado, enfrentam risco real.

 

Impactos diretos das mudanças climáticas

 

O levantamento foi conduzido pelo Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais do Cerrado (Renac-UEG) com apoio do IFG, UFBA, UFPE e UFG, e além disso utilizou ampla modelagem climática.

 

A equipe aplicou modelos de distribuição de espécies sob cenários climáticos globais, e assim identificou padrões preocupantes.

 

Os resultados mostram retração significativa de habitat, e consequentemente isso decorre do aquecimento global e das alterações no regime de chuvas.

 

Migração de espécies e risco de savanização

 

Uma possível migração de plantas do Cerrado para a Amazônia pode ocorrer por causa da savanização, e portanto isso exige atenção.

 

Nesse processo, áreas amazônicas tornam-se mais secas e abertas, e por outro lado passam a lembrar a estrutura do Cerrado.

 

Embora pareça inicialmente benéfico, esse deslocamento pode desestabilizar ecossistemas locais, e por isso preocupa especialistas.

 

Ele também pode alterar a estrutura da floresta tropical úmida, e assim amplia tensões ambientais.

 

Avaliação dos especialistas

 

Segundo o biólogo Leonardo Almeida Guerra dos Santos, a savanização representa mudança profunda e indesejada, e por isso ameaça o equilíbrio amazônico.

 

Essa transformação afeta plantas medicinais, e além disso prejudica o uso tradicional por comunidades locais.

 

O pesquisador reforça que os modelos orientam ações governamentais mais assertivas, e assim permitem melhor planejamento.

 

Caminhos para conservação

 

O estudo sugere que órgãos ambientais podem criar novas áreas protegidas, e portanto preservar regiões de refúgio climático.

 

A pesquisa recomenda planos de migração assistida, e além disso indica priorização das espécies mais ameaçadas.

 

Ela também defende políticas integradas de conservação envolvendo gestores do Cerrado e da Amazônia, e assim viabiliza respostas conjuntas.

 

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