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Aplicativo de celular tem botão de pânico para violência à mulher

Por Eduardo Candido 06 Junho 2014 Publicado em Segurança
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Sistema para celular Sistema para celular Eduardo Ferreira

Vítimas de violência doméstica, racial, homofobia e tráfico de pessoas podem acessar a partir de agora o Grupo de Proteção Semira, integrado ao aplicativo Agentto. O aplicativo para smartphones, em funcionamento desde outubro de 2013, permite acionar os serviços de emergência e inteligência ligados às polícias Militar, Civil e Corpo de Bombeiros via celular.


Essa tecnologia também passa a integrar o monitoramento de homens que cumprem pena por violência doméstica usando tornozeleiras e possibilita verificar a distância de suas vítimas. O lançamento foi nesta quinta-feira (5/06) no Centro de Referência Estadual da Igualdade (Crei).


O uso do aplicativo em Goiás, diferentemente de outros estados, é integrado às polícias. Trata-se de uma parceria da empresa mineira Agentto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Agora, essa parceria é ampliada entre a SSP, Secretaria de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial (Semira) e Secretaria de Administração Penitenciária e Justiça (Sapejus).


O Grupo de Proteção se diferencia dentro do Agentto por ter agentes de proteção especializados em atendimento às vítimas de violência, formado pela equipe multidisciplinar de psicólogos, assistentes sociais, advogados, as superintendentes e gerentes. O aplicativo permite que o usuário crie uma rede por meio do celular que ao ser acionada notifica imediatamente a polícia e a Semira, no caso de violência doméstica.


“É mais uma ferramenta na tentativa de diminuir o grave crime da violência doméstica que assola nosso País e nosso Estado. Inicialmente, a Semira está no programa em relação ao crime de violência doméstica, mas posteriormente nós vamos incluir também o atendimento aos crimes de racismo, de homofobia e ao tráfico de pessoas no aplicativo”, explica a secretária de Políticas para Mulheres e Promoção da Igualdade Racial, Gláucia Teodoro Reis.


O aplicativo está disponível nas plataformas IOS (Iphone, Ipad), Android e Windows Phone. Ele é gratuito. “O aplicativo é simples, pode ser instalado em qualquer smartphone, basta que a pessoa esteja acessando a internet e funciona como se fosse um botão do pânico. E ali ela aciona e se tiver um pequeno tempo, ela pode inclusive identificar o crime que ela está sendo submetida”, explica Gláucia.


Monitoramento ampliado
A Sapejus fortalece ainda mais o Grupo de Proteção integrando o Agentto como mais um sistema de vigilância e monitoramento dos homens autores de violência. São os agressores, que usam as tornozeleiras eletrônicas como um mecanismo efetivo em defesa de mulheres e meninas, evitando que eles aproximem das suas vítimas, respeitando a distância mínima determinada pelo juiz.


O secretário de Administração Penitenciária e Justiça, Edemundo Dias, expõe que o aplicativo amplia esse monitoramento aos agressores e amplia a defesa das vítimas. Paralelamente ao uso do smartphone, a Sapejus irá entregar às vítimas equipamentos com botões de pânico para que ela possa usar na bolsa ou em casa ao perceber a aproximação do agressor. Além disso, o próprio equipamento já enviará o alerta à polícia automaticamente. A Secretaria discute em reunião com representantes do Judiciário na próxima semana o uso dessa tecnologia, que é quem determina a forma de cumprimento de pena. “Não podemos adotar nenhuma medida punitiva sem a autorização do Poder Judiciário e do Ministério Público”, informa Dias.


De acordo com o superintendente de Segurança da SSP, Edilson de Brito, a disseminação desse aplicativo por meio de ampla divulgação é imprescindível para fortalecer essa rede de proteção à população. “A grande questão é que a gente disponibiliza de mais de uma forma a possibilidade de atendimento”, ressalta. É possível enviar fotos, vídeos, áudios e texto por meio do aplicativo. Com a parceria com a Semira, essa divulgação será ampliada. A Secretaria da Mulher colocou à disposição uma equipe capacitada para ensinar as pessoas na utilização do aplicativo, no Crei pela manhã das11h30 às 12h30, e vespertino das 17h30 às 18h30. Mais informações: (62) 3201.5342 ou 3201.5347.


Fonte: Goiás Agora

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