1. MENU
  2. CONTEUDO
  3. RODAPE

Obesidade infantil aumenta o risco de demência, diz estudo

Por Lucas Silva 21 Junho 2022 Publicado em Saúde
Votao
(0 votos)

A obesidade infantil afeta negativamente a capacidade cognitiva na meia-idade, o que aumenta o risco de demência. A conclusão é de um estudo publicado na revista Journal of Science and Medicine in Sport. Esse é o primeiro trabalho a avaliar a associação entre o peso e a forma física na infância e a capacidade intelectual na idade adulta e traz uma descoberta preocupante, visto que o número de crianças obesas está em ascensão, assim como os casos de demência.

 

Pesquisadores da Universidade Monash de Melbourne , na Austrália, acompanharam 1.200 crianças, por 30 anos. O estudo teve início em 1985, quando os participantes tinham entre sete e 15 anos. Na época, os pesquisadores avaliaram os níveis de condicionamento físico das crianças por meio de testes de desempenho cardiorrespiratório, potência e resistência muscular e da medida da relação cintura-quadril.

 

Outra rodada de avaliações foi feita entre 2017 e 2019, quando os voluntários tinham entre 39 e 50 anos, desta vez com foco na capacidade cognitiva. Isso envolveu testes computadorizados de atenção, memória e cognição.

 

Os resultados mostraram que aqueles com os mais altos níveis de aptidão cardiorrespiratória, desempenho muscular e menor relação cintura-quadril em 1985, quando eram crianças, apresentavam maior função cognitiva quando atingiam a meia-idade. Acredita-se que estar em forma quando criança melhora a saúde cardiovascular, mantendo os vasos sanguíneos que alimentam o cérebro em boas condições.

 

A obesidade na infância por outro lado, aumentaria o risco de desenvolver demência. Diversos trabalhos já demonstraram que o declínio no desempenho cognitivo na meia-idade está associado a maiores probabilidades de desenvolver comprometimento cognitivo leve e demência na velhice.

 

Não há cura para a demência, mas manter-se saudável e praticar exercícios na meia-idade tem sido repetidamente associado à prevenção da demência. Diante dessa descoberta, os pesquisadores acreditam que iniciar intervenções precoces (desde a infância) no estilo de vida, pode ajudar a proteger contra o declínio cognitivo e o risco de doenças mais tarde na vida.

 

“É importante ressaltar que o estudo também indica que as estratégias de proteção contra o declínio cognitivo futuro podem precisar começar já na primeira infância, para que o cérebro possa desenvolver reserva suficiente contra o desenvolvimento de condições como a demência na vida adulta”, disse Michele Callisaya, principal autora do estudo, em comunicado.

 

 Mais Goiás

Instagram Radio EldoradoTwitter Radio Eldorado

 

Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro
Parceiro

Real Pax