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Mulher que levou marido morto a banco para ‘prova de vida’ é indiciada

Por Antônio Filho 17 Outubro 2020 Publicado em Polícia
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Reprodução Reprodução Reprodução/ Mais Goias

A Polícia Civil de Campinas (SP) indiciou hoje Josefa de Souza Mathias, de 58 anos, por vilipêndio de cadáver (desrespeito ao corpo) e tentativa de estelionato.


Ela levou o marido, Laércio Della Colleta, de 92, a uma agência do Banco do Brasil para fazer uma ‘prova de vida’ para obter uma nova senha para movimentar a conta bancária, só que ele estava morto havia pelo menos 12 horas antes.


Em depoimento, ela negou a tentativa de fraude.


O delegado do 1º Distrito Policial da cidade ouviu dois funcionários do banco que presenciaram a confusão que aconteceu no dia 2 de outubro.


Josefa chegou com Laércio em uma cadeira de rodas, acompanhada de um casal de amigos, quando pediu para obter uma nova senha para conseguir sacar a aposentadoria do marido.


Ela havia perdido a combinação anterior, e só poderia obtê-la se tivesse uma procuração ou levasse o homem presencialmente — a “prova de vida”.


A gerente da agência estranhou a aparência do homem e chamou um bombeiro civil, que percebeu que Laércio estava morto.


Samu e Corpo de Bombeiros foram acionados, quando um médico levantou a suspeita de que ele estava morto há mais tempo do que parecia.


O chefe de segurança contou que viu Josefa agitada.


Ontem, um laudo do Instituto Médico Legal pedido pela polícia confirmou que Laércio estava morto havia pelo menos 12 horas antes de ser levado ao banco.


Não houve violência.


O documento atesta “causas naturais” como motivo do óbito.


Segundo o diretor do Departamento de Policiamento do Interior 2 (Deinter-2), José Henrique Ventura, a vizinha que foi com Josefa até o banco também prestou depoimento hoje.


Ela contou que não imaginava que Laércio estava morto.


“Ela contou que viu que Laércio estava paralisado, e chegou a questionar Josefa porque não havia chamado o Samu. A resposta é que ela precisava ir ao banco para poder movimentar a conta bancária, mas não tinha dito que o homem havia morrido”.


Fonte: Mais Goias

 

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