1. MENU
  2. CONTEUDO
  3. RODAPE

Suspenso serviço para emissão da Carteira de Trabalho impressa

Por Marcelo Justo 06 Janeiro 2020 Publicado em Estado
Votao
(0 votos)
Lido 279 vezes
Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução/Mais Goiás

A partir desta segunda-feira (06/01), estará suspenso o serviço de agendamento para emissão da carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) de forma impressa nas unidades do Ministério do Trabalho em Goiânia (Praça Cívica), na Gerência de Anápolis e nas demais agências do interior, entre elas, Catalão, Caldas Novas e Goiás.


A suspensão visa o incentivo das pessoas a migrarem para a Carteira de Trabalho Digital.


Um dos objetivos é a redução de custos.


De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho em Goiás (SRTb-GO), apenas as unidades do Sistema Nacional de Emprego (Sine) vão continuar fazer o agendamento para emissão da carteira impressa.


A superintendente do órgão, Sebastiana Batista explicou que as carteiras continuarão a ser emitidas em casos de exceção.


“O Sine foi avisado e está orientando as pessoas a aderirem a carteira digital, assim como as prefeituras. As emissões serão feitas em caso de exceção. Além de trazer segurança para o trabalhador, vai evitar fraudes”, declarou a superintendente.


A montagem/confecção das carteiras será reduzida em 65% em todo o Estado, com isso o prazo da entrega das CTPS que era de 15 dias passará para 45 dias.


Custo
O custo para emitir uma carteira de Trabalho varia de R$ 35 a R$ 45, dependendo do modelo de licitação adotado.


A organização é feita pelo Ministério do Trabalho e distribuída aos estados. O custo é elevado em razão de a impressão ser feita em papel moeda.


A Superintendente Regional do órgão em Goiás, informou que ainda não há uma estimativa de quantas carteiras são impressas no Estado.


Foi destacado apenas o número do mês de outubro de 2019, quando foram impressas mais de 10 mil em Goiás.


Sebastiana Batista destacou que a Carteira de Trabalho impressa não é mais necessária para contratação, uma vez que o Ministério da Economia publicou portaria em setembro de 2019, que trata da CTPS Digital, a qual substitui a CTPS em papel.


Para o trabalhador, basta informar o número do CPF no momento da contratação.


Para o empregador, as informações prestadas no eSocial substituem as anotações antes realizadas no documento físico.


Documento digital
A superintendência informou que a Carteira de Trabalho Digital é um aplicativo que permite ao cidadão acessar as informações da carteira física e emitir o documento de forma digital.


O dispositivo pode ser instalada em Smartphones com sistema operacional Android e iOS.


Não há custos para o cidadão para obter o documento.


Para quem já possui a carteira física, basta baixar o aplicativo e inserir o número do CPF.


O sistema coloca busca as anotações antigas e, no caso de divergência, é possível fazer a correção.


“Desde 2017 temos iniciado a transição e agora estamos dando mais um passo. Boa parte das empresas já estão no e-social e isso obriga o cidadão a fazer a carteira digital”, informou Sebastiana Batista.


Combate a fraudes
De acordo com a superintendente, o documento digital incorpora vários itens de segurança que visam dificultar as fraudes contra o seguro desemprego, FGTS e benefícios previdenciários.


O documento digital, segundo Sebastiana, também proporciona o aprimoramento das ações de fiscalização, uma vez que os auditores fiscais do trabalho terão acesso à base de dados do eSocial, a qual permite realização de análises mais completas.


Fonte: Mais Goiás (com adaptações)

00 A Banner WhatsAppecontatos RadioEldorado2