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AGR multa Enel em R$ 62 milhões por má qualidade na prestação de serviços em Goiás

Por Marcelo Justo 19 Novembro 2019 Publicado em Estado
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução/Tv Anhanguera

A Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) multou a Enel, concessionária de energia em Goiás, em R$ 62 milhões por conta da má qualidade de serviços prestados no estado.


O órgão sustenta que a empresa não cumpre o Plano de Resultados acordado com o governo, é alvo de milhares de reclamações - principalmente por falta de energia - e tem problemas estruturais.


Em nota, a Enel informou que está analisando o relatório da AGR, mas, adiantou que está cumprindo o plano e dará continuidade ao mesmo.


De acordo com Patrícia Junker, chefe da Procuradoria Setorial da AGR, o principal problema constatado durante o trabalho de fiscalização está relacionado ao serviço prestado à população.


"Primeiro, a qualidade do serviço em relação ao atendimento ruim do usuário. Num segundo momento, a gente tem uma fiscalização em andamento para analisar a qualidade técnica em si do serviço que também pode ser concluído com uma qualidade ruim", explica.


A Enel tem dez dias para recorrer.


Após isso, a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisará o caso e, se manter a infração, determinará o prazo para pagamento.


O valor será destinado a um fundo nacional usado para investimento do Governo Federal no setor elétrico.


Neste ano, a Enel já foi multada outras duas vezes, num valor total de R$ 13,4 milhões.


Problemas e reclamações
Um dos pontos que gerou a multa, segundo a AGR, foi o descumprimento de um plano emergencial estabelecido pela Aneel para a melhoria da qualidade do serviço.


A última avaliação será feita em agosto do ano que vem. Se não obedecer ao que foi apresentado, a Enel pode chegar até a perder a concessão.


Os problemas são traduzidos em números.


A AGR informa que, somente neste ano, já recebeu mais de 133 mil reclamações de consumidores contra a Enel, o que representa 14,4% do total de questionamentos do serviço elétrico em todo o país.


A maior parte das consultas refere-se à falta de energia (29,4%).


O plano de emergência também lista uma série de melhorias estruturais que, conforme e AGR, também não têm sido realizadas.


"São subestações, banco de capacitores, demanda reprimida e conexões rurais. Em dezembro de 2019 nós faremos uma análise desse termo de compromisso e provavelmente também serão descumprido esses referenciais estruturais", destaca Patrícia.


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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