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Bolsonaro diz que não pretende deixar o PSL de livre e espontânea vontade

Por Marcelo Justo 10 Outubro 2019 Publicado em Política
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Jair Bolsonaro (PSL) Jair Bolsonaro (PSL) Adriano Machado/Reuters

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quarta-feira (09/10), em entrevista ao site "O Antagonista", que não pretende sair do PSL "de livre e espontânea vontade".


A possibilidade de Bolsonaro deixar a legenda é cogitada há meses, mas aumentou na terça-feira após ele dizer para um apoiador "esquecer" o PSL" e afirmar que o presidente do partido, Luciano Bivar , está "queimado para caramba".


Na entrevista, Bolsonaro alegou que Bivar tem o "direito" de expulsá-lo do PSL, mas ressaltou que uma eventual expulsão faria o PSL "murchar".


— Comigo fora da legenda, a tendência do PSL é murchar. Se eu sair, é natural que muita gente saia também.


O presidente comentou a declaração de terça-feira, feita a um jovem que se apresentou como pré-candidato do PSL em Recife.


Bolsonaro disse que não quis vincular seu nome a nenhum candidato, e ressaltou que a referência a Bivar foi sobre a situação dele Pernambuco, estado pelo qual é deputado federal.


— O rapaz falou que era candidato a vereador. Se começar a vincular nome a partido, à minha imagem, pode ter problema de campanha antecipada. Ninguém tem que se antecipar como candidato, cria ciúmes.

Quando falei que ele (Bivar) estava queimado, é que ele não está bem no estado dele
Bolsonaro disse ter feito uma "reclamação do bem" sobre o funcionamento do PSL e afirmou querer que o partido funcione:


— Não integro a Executiva, só estou filiado ao partido, mais nada. Essas são as reclamações. Eu não quero esvaziar o partido. Quero que funcione. O PSL caiu do céu para muita gente, inclusive para o Bivar. O que faço é uma reclamação do bem. O partido tem que funcionar, tem que ter a verba distribuída, buscar solucionar os problemas nos diretórios. Todo partido tem problema. O presidente, o tesoureiro, eles têm que solucionar isso.


Preocupação com eleições
Bolsonaro demonstrou preocupação com a falta de planejamento do PSL para as eleições municipais de 2020:


— Vamos começar campanha para prefeito, sem o partido dizer a que veio — disse, acrescentando: — Cada estado tem que ter um comandante. Tem que se organizar, ter um compliance. Investir fundo partidário.


O presidente reclamou de alguns "espertalhões" que "queimaram a largada" das eleições:


— A gente está bem politicamente. A gente pode fazer muitos prefeitos. Mas alguns da liderança não estão enxergando isso. Ficam olhando para o próprio umbigo. O partido pega um pouco mais de R$ 8 milhões por mês. Pelo que sei, posso estar equivocado, nem todos os diretórios recebem isso todo mês. Como fica para 2020 as eleições municipais? Alguns espertalhões queimam a largada. A tendência é não dar certo.


Bolsonaro disse que o PSL tem "excelentes parlamentares", mas ressaltou que a Executiva "tem que mostrar que é diferente" e criticou a "vaidade" de membros do partido, sem mencionar nomes:


— A bancada é coisa pra burro. Tem que deixar a vaidade de lado, a arrogância, a petulância de alguns… É só anular isso daí. Não existe prazer maior que ver o meu partido votando coisa séria, todo mundo se comunicando, conversando. A gente quer o bem do país. Não podemos entrar numa linha de ser um partido que já tem alguns hábitos. Temos excelentes parlamentares…Mas não é tanto os parlamentares, é a Executiva que tem que mostrar que é diferente.


Fonte: O Globo (com adaptações)

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