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Goiás tem 21 mortes por dengue confirmadas neste ano, diz SES

Por Marcelo Justo 10 Junho 2019 Publicado em Saúde
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Larvas da dengue Larvas da dengue Reprodução/ TV Anhanguera

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que houve 21 mortes causadas por dengue entre janeiro e 1º de junho, em Goiás.


Segundo o Laboratório Estadual de Saúde Pública (Lacen), a comprovação da doença pode demorar até um ano e meio.


Em casos mais complexos, o exame é encaminhado para o Pará e é avaliado por uma comissão de médicos.


Segundo o último boletim da secretaria, há ainda 51 mortes em que há suspeita de que a doença seja a causa.


Além disso, aponta o documento, 149 cidades do estado têm alto e médio risco para dengue.


Existem quatro tipos do vírus da dengue: O DEN-1, o DEN-2, o DEN-3 e o DEN-4.


Eles causam sintomas semelhantes. A diferença é que, cada vez que a pessoa pega um tipo do vírus, não pode mais ser infectado por ele.


Os principais "sinais de alerta" da doença são dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea que impede a pessoa de se hidratar pela boca, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento.


O mosquito Aedes aegypti também pode ser vetor para chikungunya e vírus zika.


Exames
Nos casos mais complexos, o exame é feito no Lacen.


No laboratório, o pesquisador não tem contato com as amostras de sangue.


A manipulação é feito por robôs que conseguem mapear geneticamente o vírus e, assim, identificam a doença.


Segundo o Lacen, há também um monitoramento do tipo de vírus da dengue que circula no momento.


Eles usam uma técnica de isolamento viral, mas ela só é possível de ser feita se a amostra de sangue do paciente tiver sido coletada até o quinto dia do início dos sintomas.


Segundo a coordenadora de virologia do Lacen Goiás, Yulla Fernandes, os vírus são analisados em um microscópio e, para confirmar a doença, as amostras devem ser armazenadas de forma correta.


“Primeiramente nós temos que garantir uma coleta eficiente. Após essa coleta, nós precisamos acondicionar essa amostra e encaminha-lá ao Lacen adequadamente”, diz Yulla.


Segunda ela, algumas mortes ainda estão sem resposta, pois, em alguns casos, são necessários exames complementares, que são realizados somente no Laboratório Nacional, no Pará.


“Esse é mais ‘demorado’ por ser referência em atender todo o país. Ele não nos dá um prazo de liberação dos resultados”, afirma Yulla.


O diretor administrativo do laboratório, Rafael Guedes, conta que, quando os resultados dos exames feitos no Pará voltam para Goiás, ainda é necessário que eles sejam analisados por um comitê de investigação de mortes da Secretaria de Saúde.


“Os exames laboratoriais são mera parte integrante de uma avaliação que é feita levando em conta dados clínicos e epidemiológicos, não só a parte laboratorial”, diz Rafael.


Cuidados
De acordo com o coordenador-geral de Combate ao Aedes, Marcello Rosa, é essencial manter vasos sanitários, grelhas de banheiros desativados fechados, recipiente de degelo atrás da geladeira limpo e evitar baldes de limpeza com água guardada.


“Toda semana é fundamental que se faça uma boa inspeção do imóvel para identificar os possíveis focos do Aedes”.


Segundo ele, no quintal, é fundamental que a caixa d'água esteja vedada, assim como tampas de cisternas e fossas.


As grelhas e calhas devem ser mantidas limpas, assim como os bebedouros de animais, vasos de plantas e aparadores com areia.


“O lixo deve ser descartado para a coleta da prefeitura e jamais descartado em lotes baldios ou em praças e logradouros públicos e privados”, afirma o coordenador.


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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