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Indústria de transformação registra queda no número de acidentes de trabalho em Goiás

Por Marcelo Justo 19 Outubro 2018 Publicado em Estado
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Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

Os acidentes de trabalho na indústria de transformação de Goiás caíram de forma significativa entre os anos de 2015 e 2017, de acordo com o anuário estatístico, divulgado pela Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda.


No período, as ocorrências tiveram queda de 53% nas indústrias responsáveis por fabricação de produtos químicos, 60% nas fabricantes de produtos não metálicos e 82% nas indústrias de materiais elétricos.


No setor de infraestrutura de Goiás, nas atividades da construção civil, como as áreas de acabamento de obras, a diminuição no número de acidentes de trabalho caiu 37%.


Já em todos os setores do mercado formal goiano, para cada grupo de mil contratos trabalhistas ativos, foram registrados pouco mais de 12 acidentes, nos anos de 2016 e 2017.


O número representa queda de 9% nas ocorrências, em comparação com os dados divulgados pelo Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho 2014, quando pouco mais de 20 acidentes de trabalho foram registrados, em cada grupo de mil contratos trabalhistas, no estado.


Para especialistas da área, esforço das indústrias na prevenção e promoção da segurança e saúde do trabalhador beneficia a cadeia produtiva com a diminuição das ocorrências de acidentes, o Estado com a redução de pagamentos de benefícios e o trabalhador com aumento de qualidade de vida e bem-estar, como explica o Gerente de Segurança e Saúde, do SESI de Goiás, Bruno Godinho.


“Você trabalhar o comportamento preventivo, você trabalhar com que a empresa tenha ambientes mais seguros, você faz com que evite o número de incidentes ou potenciais acidentes e, consequentemente, de acidentes. Então, trabalhar isso é o melhor remédio para a gente evitar o acidente de trabalho”.


Dados do Serviço Social da Indústria, o SESI, mostram que as indústrias e empresas nacionais investiram mais de R$ 28 bilhões, apenas com a Contribuição do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho, e cerca de 88% das empresas do país realizam programas de promoção da segurança no trabalho, com investimentos maiores que o mínimo exigido pelas normas vigentes.


Para Bruno Godinho, os gastos realizados pelas indústrias em segurança e saúde do trabalhador não são custos que signifiquem prejuízos. Ele ressalta que todo esforço dedicado em ações de segurança e saúde do trabalho é recompensado e tem retorno garantido.


“A empresa que investe em saúde e segurança, ela, em verdade, faz reduzir seus custos e se torna mais produtiva e profissional. E, claro, o trabalhador que tem um trabalho adequado, ele também produz mais. Então, saúde e segurança não é custo. Realmente é retorno garantido para as empresas”.


A Confederação Nacional da Indústria, a CNI, publicou o estudo “Modernização Previdenciária e da Segurança e Saúde no Trabalho”, que faz parte de um conjunto de 43 propostas que foram entregues aos candidatos à Presidência da República.


Entre as Propostas da Indústria para as Eleições 2018, está a inclusão de metas em saúde e segurança do trabalho na participação nos lucros e resultados das empresas; o acesso à Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) por meio eletrônico; modernização do sistema de pagamentos de benefícios e que as empresas participem da perícia médica do INSS, entre outras. Ouça áudio abaixo.


Rádio Eldorado, com informações da Agência do Rádio

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