1. MENU
  2. CONTEUDO
  3. RODAPE

Goiás tem 2ª menor taxa de escolarização do país entre crianças de até 3 anos

Por Marcelo Justo 23 Julho 2018 Publicado em Estado
Votao
(0 votos)
Imagem ilustrativa Imagem ilustrativa Reprodução

A região Centro-Oeste do Brasil apresenta a segunda menor taxa de escolarização do país entre crianças de 0 a 3 anos de idade, segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2017, do IBGE.


Cerca de 25% das pessoas desta faixa etária estão em instituições de ensino.


O número teve ligeiro crescimento de 0,5% em comparação a 2016, e só fica atrás da região Norte, que tem o pior índice do Brasil, com quase 17%.


Os dados de Goiás seguem o padrão apresentado na região Centro-Oeste. Segundo os últimos dados do Observatório do Plano Nacional de Ensino, de 2015, mais de 74 mil crianças estão estudando – o que representa quase 20% do total de pessoas de até 3 anos.


No entanto, mais de 300 mil estão fora das instituições de ensino.


Goiás é um dos estados brasileiros mais equilibrados quanto à distribuição de creches entre as redes pública e privada de ensino. Segundo o levantamento do Observatório, 47% são instituições privadas, frente a 53% de escolas públicas.


Os recursos do programa Brasil Carinhoso, criado em 2012 com o intuito de ampliar o acesso de beneficiários do Bolsa Família à creches, caiu drasticamente.


O orçamento de R$ 137 milhões de reais aprovado no ano passado foi reduzido para R$ 6,5 milhões em 2018. A diferença é grande quando comparada ao investimento no ensino superior - somente o Ministério da Educação investiu mais de R$ 79 bilhões de reais em 2017.


Segundo o especialista em educação e professor da Universidade de Brasília, Célio Cunha, há uma defasagem histórica em relação aos investimentos nos graus de ensino.


“O financiamento da educação básica não manteve o mesmo dinamismo do ensino superior, sobretudo na década de 1970, quando o governo brasileiro fez um grande investimento nas universidades federais”.


O desenvolvimento da educação infantil é tema dos planos de governo dos pré-candidatos à presidência da República.


O programa econômico de Henrique Meirelles, do MDB, por exemplo, pretende criar um incentivo fiscal para levar o conceito do Programa Universidade para Todos (Prouni) até creches, permitindo assim que crianças pobres estudem em instituições particulares.


A ideia é oferecer renúncia fiscal para as escolas, parte financiada pelo governo federal e parte pelos governos municipais. Os subsídios oferecidos serão maiores quando a renda per capita familiar e o nível educacional dos pais forem menores.


Segundo o coordenador econômico de Henrique Meirelles, José Márcio Camargo, a educação infantil é uma das prioridades do plano de governo do pré-candidato do MDB.


“Queremos dar uma ênfase especial para a educação infantil. Até hoje o governo da muita prioridade para o ensino superior. Nossa avaliação é que o processo educacional começa até mesmo antes de a criança nascer. O ser humano atinge o auge da capacidade de aprender com 6, 7 anos. Se perde esse começo, perde também uma parte importante do crescimento”.


O estudo do Observatório do Plano Nacional de Ensino apresenta ainda a evolução da porcentagem de crianças de 0 a 3 anos nas escolas de 2001 a 2015.


Em Goiás, no começo dos anos 2000, menos de 6% das crianças frequentavam a escola. Com variações ao longo de 14 anos, o estado atingiu o maior índice em 2015. Ouça áudio abaixo.


Rádio Eldorado, com informações da Agência do Rádio

00 A Banner WhatsAppecontatos RadioEldorado1

Mídia