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Grãos exportados não são competitivos por conta de precária infraestrutura

Por Eduardo Candido 28 Janeiro 2012 Publicado em Agricultura
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Grãos exportados não são competitivos por conta de precária infraestrutura Divulgação

Cenários econômicos, logística do País, especulação financeira e outras situações que impactam nos preços das commodities foram alguns dos temas abordados pelo consultor internacional de mercado e presidente da PHDerivativos, Pedro Dejneka, na noite de quinta-feira (26) na sede do Sindicato Rural de Goiatuba.

Pedro Dejneka comentou a forma irresponsável com que os brasileiros utilizam crédito bancário e criticou o que considera “absurdo”, sobre o Brasil realizar eventos grandiosos como Copa do Mundo e Olimpíadas sendo que serviços básicos de saúde e infraestrutura ainda estão por fazer. “Os grãos brasileiros exportados não são competitivos no mundo porque o custo para o escoamento da produção pela ineficiente logística está embutido no preço e encarece o grão”, reclamou. Para ele, os investimentos nos estádios reformados e construídos poderiam ser melhor aplicados para um melhor sistema de transporte e escoamento da produção.

O consultor disse ainda que o mercado de commodities de um modo geral está bom nesses últimos três anos, mas que o produtor rural precisa aproveitar o momento para se estruturar e se organizar para não perder muito com sua comercialização nos próximos momentos. “Se o preço da soja cair a US$ 9 o bushel todos estriam preparados? O preço das commodities é influenciado por muitos fatores”, alertou o consultor.

Dejneka comentou ainda o fato do preço da soja ter subido R$ 0,30 na última segunda-feira (23) devido às chuvas esperadas pelos produtores argentinos não estarem correspondendo o esperado. “O fato de os EUA anunciarem taxas de juros a zero por cento até o ano de 2014 é um fundamento para os preços subirem, mas somente o volume das chuvas nas lavouras argentinas e brasileiras poderão comprovar ou não essa tendência de alta”, completa.

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